https://bvsms.saude.gov.br/hernia/
A LUZ DA ENFERMAGEM
Caminhamos em um novo tempo de informação e conhecimento.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
sábado, 7 de março de 2026
Enfermeiro Fernando Antônio da Silva Matos – A Arte do Cuidar
Enfermeiro Fernando Antônio da Silva Matos – A Arte do Cuidar
O enfermeiro Fernando Antônio da Silva Matos nasceu e reside atualmente na cidade do Recife, no estado de Pernambuco. Sua trajetória na área da saúde surgiu como uma inspiração divina, após ter atuado por muitos anos como bancário. Tudo começou no ano de 2000, quando frequentou o curso de Técnico de Enfermagem. Nesse período, realizou um estágio voluntário por doze meses no Hospital Otávio de Freitas e, logo em seguida, passou a trabalhar no Hospital e Maternidade Ana Neri.
Movido pela vontade de aprender cada vez mais, foi incentivado por sua genitora, Maria da Piedade da Silva Matos, a prestar vestibular para a graduação em Enfermagem — afinal, voz de mãe nunca falha. Seu pai, Clélio Santos de Matos (In Memoriam), foi sempre o seu porto seguro.
Em 2005, Fernando iniciou sua graduação na UNINASSAU, concluindo-a com êxito em 2008. Já em 2009, foi contratado pela própria instituição onde se graduou, por intermédio da diretora Raquel Porto, para atuar como preceptor de estágio em unidades hospitalares. Foi nesse momento que ele se encontrou como enfermeiro e orientador. Enquanto trabalhava, realizou sua pós-graduação em Enfermagem Obstétrica.
Também atuou como preceptor em outras instituições de ensino e, com gratidão, acompanha hoje bons profissionais de saúde que exercem a “Arte do Cuidar” sob sua influência. É membro efetivo da Academia IPÊ (Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem), ocupando a cadeira número 09, que tem como patronesse a ilustre enfermeira Izabel dos Santos (In Memoriam). Pela mesma academia, já participou de três antologias, registrando suas poesias como um marco na ciência do cuidar. Atualmente, é Enfermeiro Regulador pelo “CUIDA PE” (Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco), reafirmando seu grande objetivo de vida: ajudar as pessoas. Fernando Antônio da Silva Matos (Fernando Matos) também é formado em Relações Públicas e Graduação Livre em Direitos Humanos com Especialização em Direitos Humanos na Saúde. Sites administrados pelo Enfermeiro Fernando Matos: https://aluzdaenfermagemrecife.blogspot.com/ e https://contosdaenfermagem.blogspot.com/
sexta-feira, 25 de março de 2022
Epilepsia
Olhar
dos profissionais de enfermagem perante os pacientes de epilepsia.
26
de março, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da
Epilepsia, mais conhecido como Purple Day (Dia do Roxo), que
conscientiza a população ao redor do mundo a respeito da síndrome.
O chamado Purple Day foi criado em 2008 por Cassidy Megan, uma
criança na época com 9 anos, que vivia em Nova Escócia, no Canadá,
com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). A
menina escolheu a cor roxa para representar a epilepsia por causa da
lavanda. Essa flor é geralmente associada à solidão, que
representa os sentimentos de isolamento que muitas pessoas com
epilepsia sentem....
O que é a epilepsia?
A
epilepsia é uma síndrome que tem como características um conjunto
de sinais originados de um grupo de neurônios disfuncionais que
emitem descargas elétricas atípicas ou irregulares, podendo ser
focais (conhecidas como parciais) ou generalizadas (quando atingem
todo o cérebro).
As crises de epilepsia podem ser dividas
em parciais ou generalizadas, sendo que as parciais atingem apenas
uma parte do cérebro e as generalizadas afetam todo o cérebro.
As
causas mais comuns da epilepsia não têm uma causa identificada, em
torno de 55 a 65%. As demais têm origem em alguma doença
cerebrovascular (10 a 20 %), tumores (4 a 7%), trauma (2 a 6%) e
infecção (0 a 3%).
O diagnóstico é realizado pela
análise dos sintomas e do exame físico. Também podem ser
solicitadas análises complementares como o eletroencefalograma (EEG)
e neuroimagem. Uma vez identificada a disfunção, o tratamento já
deve ser iniciado.
Tratamento
O
tratamento da epilepsia é realizado através de medicamentos que
evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem
das crises epilépticas. Em alguns casos, acontecem crises
incontroláveis, onde os pacientes são candidatos à intervenção
cirúrgica.
O paciente pode apresentar lesões,
dificuldade respiratória e capacidade mental diminuída. As lesões
comuns incluem arranhões e contusões sofridas quando ele bate em
objetos durante a crise e a lesão traumática à língua provocada
por mordidas.
Se houver a suspeita de uma lesão grave,
como uma fratura ou laceração, o profissional de enfermagem deve
avaliar adequadamente e encaminhar para o serviço específico.
Alterações na função respiratória podem incluir a aspiração, a
obstrução das vias aéreas e hipoxemia....
Epilepsia:
saiba o que evitar no tratamento da doença...
Segundo
a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Epilepsia é uma doença
que acomete cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do mundo. Há
vários tratamentos eficazes que agem no controle dos sintomas, porém
alguns outros procedimentos não devem aplicados. A campanha Choosing
Wisely (Escolhendo com Sabedoria), da American Epilepsy Society,
orienta cinco estratégias que devem ser evitadas ou questionadas no
tratamento de pessoas que sofrem com o transtorno....
Confira os direcionamentos:
1. Evite monitoramento constante dos níveis de AED
A
testagem dos níveis de droga antiepiléptica (AED) não
deve ser aplicada periodicamente nos casos em que as convulsões
estão sob controle e não há sinais de efeitos colaterais ou
complicações. O monitoramento dos níveis de AED deve ser
efetuado em casos específicos, como ajustes na dosagem de
medicamento em crianças conforme o peso, suspeita de intoxicação e
em mulheres grávidas.
2. Não trate mães
potencialmente grávidas com Valproato se outros procedimentos se
mostrarem eficazes
Como
o Valproalto é associado a diversos casos de má-formação
congênita ou aborto espontâneo, seu uso é desaconselhado se a
paciente apresentar algum indício de gravidez. Se a aplicação do
fármaco for realmente necessária, priorize as menores doses
possíveis. Mulheres grávidas devem ser orientadas sobre os riscos
do medicamento.
3. Eletroencefalograma (EEG) não deve
ser usado periodicamente como parte do tratamento para síncope
O
Eletroencefalograma pode dar negativo para muitos pacientes com
epilepsia e também dar falso positivo em pessoas que não possuem o
distúrbio, o que pode levar à prescrição errada do AED e
atrasar o diagnóstico e o consequente tratamento da síncope. A
recomendação é realizar testes para confirmar se o paciente tem de
fato epilepsia.
4. Evite prescrição de fármaco
antiepiléptico em pacientes em crises de abstinência aguda
Pessoas
com crises de abstinência a álcool ou outras drogas não devem ser
medicadas com remédios antiepilépticos. Ainda assim é importante
identificar situações em que pode haver risco de ataque epiléptico,
como disgnóstico anterior de epilepsia e convulsões em pacientes
usuários de álcool mas que não estão sofrendo com crises de
abstinência.
5. Não realize exames de imagem do
cérebro após paciente com epilepsia sofrer crise compulsiva aguda
Exames
desnecessários de imagem aumentam a exposição do cérebro à
radiação, mesmo assim são realizados quando pacientes no início
do tratamento sofrem convulsões. O exame deve ser cogitado em certas
ocasiões como quando há convulsão proveniente de trauma ou quando
os testes realizados na fase pós-ictal são inconclusivos.
Cuidados de Enfermagem
Os
cuidados dos profissionais de enfermagem perante os pacientes
portadores de epilepsia devem englobar tanto conhecimentos
científicos relacionado à patologia, como o olhar do indivíduo
como um todo, demonstrando o manejo adequado para o paciente,
principalmente em casos de crises epilépticas, como ajudar a
proteger o paciente contra lesões, aspiração e obstrução das
vias aéreas durante a ocorrência de crises.
Para alterar
o quadro atual, discriminatório e estigmatizado da epilepsia, é
importante a educação da população, e em particular, dos
profissionais da área da saúde devido ao efeito multiplicador de
conhecimentos e atitudes gerados pelas suas ações.
O
olhar da enfermagem, a informação, a orientação, a identificação
dos tipos de aura e as precauções que devem ser tomadas frente às
crises convulsivas representam fatores indispensáveis os quais o
paciente epilético tem o direito de receber e a equipe de saúde a
obrigação de oferecer enquanto cuidadores.
Em todas as
situações, o enfermeiro deve atuar esclarecendo as dúvidas,
mostrando-se compreensivo nas fases de descoberta da doença até a
sua aceitação e adequação da melhor forma de tratamento. O uso
correto das medicações anticonvulsivantes implica num fator
indispensável para o sucesso do tratamento, uma vez que poderá
melhorar a sua qualidade de vida.
Os pacientes com
epilepsia devem ser estimulados a praticar o seu autocuidado, dentro
das suas particularidades, assim como praticar exercícios físicos
que não envolvam riscos desnecessários e cultivar hábitos de vida
saudáveis.…
O
que você não pode esquecer de informar seu paciente com epilepsia?…
Dando
sequência à nossa série especial em epilepsia, apresentaremos
informações importantes que devem ser transmitidas aos pacientes e
familiares durante a avaliação médica.
Falaremos sobre
epilepsia relacionada à direção, atividade física e atividades
laborais. Outros temas frequentes podem ser vistos nos sites da
Associação Brasileira de Epilepsia e Liga Brasileira de Epilepsia
(como o que fazer diante de uma crise epileptica, para o leigo –
ver referência no final).
Se você ainda não viu, não
deixe de ler os demais artigos da série! Sem mais delongas,
vamos lá!...
Epilepsia e legislação de trânsito
Apesar
de diversas condições médicas terem o potencial de levar a
acidentes de trânsito em caso de descompensação (por ex.
Hipoglicemia em pacientes com DM), a epilepsia é aquela em que há a
legislação mais específica. Tal fato torna tanto paciente quanto
medico assistente corresponsáveis em caso de acidentes. Deste modo,
é imprescindível tanto informar o paciente dos riscos inerentes à
sua condição quanto registrar em prontuário.
Antes de
tudo, o paciente, para ser considerado apto, SEMPRE deve ter o
parecer favorável do médico assistente, habilitação APENAS para
categoria “B”, NUNCA ser motorista profissional.
Mas
o que mais diz a lei?
As pessoas com epilepsia
em uso de medicamento (grupo I), para serem consideradas aptas a
dirigir deverão ainda: estar há um ano sem crises epilépticas, de
qualquer tipo e ser plenamente aderente ao tratamento.
As
pessoas com epilepsia em retirada de medicação por sua vez (grupo
II) deverão: não ter EMJ; estar, no mínimo há dois anos sem
crises epilépticas de qualquer tipo; retirada de medicação mínima
de seis meses; e estar, no mínimo, há seis meses sem crises
epilépticas de qualquer tipo após a retirada da medicação....
Quando
o parecer do médico assistente for desfavorável, o resultado do
exame deverá ser “inapto temporariamente” ou “inapto”,
dependendo do caso. Quando considerados aptos no exame pericial, os
seguintes critérios deverão ser observados:
1)
Diminuição do prazo de validade do exame, a critério médico, na
primeira habilitação;
2) Repetição dos procedimentos nos
exames de renovação da CNH;
3) Diminuição do prazo de
validade do exame, a critério médico, na primeira renovação e
prazo normal nas seguintes para os candidatos que se enquadrem no
grupo I;
4) Prazo de validade normal a partir da primeira
renovação para os candidatos que se enquadrem no grupo
II.
Epilepsia e
atividade física
A
prática de atividade física é sempre vista como positiva para a
maioria da população, porém frequente motivo de dúvidas para quem
tem epilepsia. Apesar de ter o potencial de melhorar a qualidade de
vida de tais pacientes, alguns cuidados devem ser observados em
relação ao risco de se praticar determinados exercícios.
Podemos,
então, classificá-los em 3 grupos:
Grupo
1 Baixo risco
Grupo 2 Médio risco para os pacientes com
epilepsia, nenhum risco para espectadores
Grupo 3 Alto risco
para os pacientes com epilepsia e/ou para espectadores e devem ser
evitados
Grupo 1 Atletismo (exceto salto com vara);
dança; esportes coletivos de contato; esportes coletivos de quadra
ou campo; boliche; tênis.
Grupo 2 Ciclismo; Skate; esportes
coletivos de contato com risco potencial (boxe, karatê);
levantamento de peso; natação; ginástica; hipismo; tiro ao alvo;
tiro com arco; canoagem; salto com vara.
Grupo 3 Surf; Windsurf;
aviação; mergulho; escalada; paraquedismo; velejamento sem
acompanhante.
Epilepsia
e atividades laborais
Os
pacientes com epilepsia compensada podem e devem realizar as
atividades normalmente, com o benefício adicional da manutenção da
autoestima de tais indivíduos. Porém, quando descompensada, deve-se
optar pelo afastamento das atividades associadas a maior risco de
lesões para o paciente ou terceiros.
As atividades de
alto risco são: as que envolvam trabalho em altura, motorista, babá,
piloto, cirurgião, operador de máquinas industriais, trabalho junto
ao fogo (cozinheiro, padeiro, bombeiro, soldador), guarda-vidas,
mergulhador e quaisquer outros que em meio a uma possível crise,
coloquem em risco a sua vida e de terceiros envolvidos.
Além
disso, infelizmente, mesmo que não realize uma atividade de alto
risco, os pacientes tem que lidar com questões extras que devem ser
levadas em consideração como: efeitos colaterais das medicações
(cognição, sonolência, tontura, náuseas, etc), medo de apresentar
a crise epiléptica em ambiente público e demissões frequentes sem
justa causa logo após apresentar as primeiras crises no ambiente de
trabalho.
É fundamental, em todos os três casos citados,
analisar as características da crise, o risco de recorrência, o
diagnóstico de síndrome específica e a aderência e grau de
compreensão do paciente, buscando sempre o equilíbrio entre
autonomia e autoestima do paciente x segurança deste e para aqueles
que o cercam....
Referências:
http://www.choosingwisely.org/societies/american-epilepsy-society/…
Capovilla,
G., Kaufman, K. R., Perucca, E., Moshé, S. L. and Arida, R. M.
(2016), Epilepsy, seizures, physical exercise, and sports: A report
from the ILAE Task Force on Sports and Epilepsy. Epilepsia, 57: 6–12.
doi: 10.1111/epi.13261.
Dúvidas Frequentes. Associação
Brasileira de Epilepsia. Disponível em:
https://www.epilepsiabrasil.org.br/duvidas-frequentes. Acessado em
17/03/2019.
Legislação do Detran. Liga Brasileira de
Epilepsia. Disponível em:
http://epilepsia.org.br/duvidas-frequentes/legislacao-do-detran/.
Acessado em 11/03/2019.…
https://www.epilepsiabrasil.org.br/noticias/purpla-day-dia-mundial-de-conscientizacao-da-epilepsia
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/50819-dia-mundial-de-conscientizacao-da-epilepsia
https://biblioteca.unilasalle.edu.br/docs_online/tcc/graduacao/enfermagem/2007/dmcruz.pdf...
Fonte: https://pebmed.com.br/epilepsia-saiba-o-que-evitar-no-tratamento-da-doenca/
Foto: https://epilepsiabrasil.org.br/noticias/voce-sabe-como-ajudar-durante-uma-crise-convulsiva
sexta-feira, 18 de março de 2022
Causa das Dores Musculares
Causa das Dores Musculares
Por Beatriz Sanches
Dores musculares, ou mialgia, são motivo de reclamação frequente e mais comuns do que se imagina. De acordo com o Ibope, cerca de 63% dos brasileiros sofrem com elas e por pelo menos uma vez a cada três meses.
Já no mundo, uma pesquisa da Global Pain Index, mostrou que elas são mais frequentes na região das costas (92%), seguido de lombar (87%), pescoço (86%) e ombros (83%)
Seja durante a prática de exercícios físicos, esportes ou realizando tarefas que exigem movimentos repetitivos, as dores musculares podem se manifestar de diversas maneiras.
Listamos as 20 principais causas de dores musculares. Confira:
1- Lesões por uso excessivo dos músculos
As fibras musculares podem ser predispostas e propensas a lesões quando a mesma atividade é realizada repetidamente, sem nenhuma variação, como acontece em esportes como futebol, boxe, luta livre, futebol e atletismo.
Músculos não são de ferro! Eles não aguentam tanta pressão por muito tempo. É por isso que deve-se saber a hora de dar uma pausa e descansar, seja no exercício físico ou no trabalho desgastante.
2- Tensão
A tensão muscular é uma condição em que os músculos permanecem semi - contraídos por um longo período de tempo.
Geralmente são causados por ansiedade e estresse, podendo aparecer por alguns breves momentos e desaparecer, durar minutos ou horas antes de relaxar, ou também ficar rígidos, tensos ou dolorosos persistentemente.
3- Acidentes
Bater o carro, cair da bicicleta ou derrubar algo pesado em alguma parte do corpo, por exemplo, são acidentes que podem causar lesões nos músculos, ligamentos, nervos ou até mesmo lesões nas vértebras, o que pode gerar muita dor muscular
4- Má postura
A má postura pode causar dor e tensão muscular, pois posições corporais não naturais pressionam os músculos e os tecidos moles.
5- Entorses e distensões
Apesar de ambas causarem dor e compartilharem sintomas semelhantes, essas lesões envolvem diferentes partes do corpo.
Uma entorse é um rompimento ou alongamento de ligamentos - partes fibrosas que unem os ossos. Os tornozelos são os que mais sofrem entorses.
Já uma distensão é um rompimento ou alongamento de um músculo ou tendão - cordão fibroso que conecta os músculos aos ossos. As distensões são mais comuns nos músculos da parte posterior da coxa e na região lombar.
A dor muscular por uma tensão ou entorse pode ser resultado de uma queda ou um exagero na corrida matinal, por exemplo.
6- Efeitos colaterais de remédios
Certos medicamentos, como os para colesterol (estatinas), e medicamentos quimioterápicos, podem causar mialgias e dores nas articulações, que geralmente desaparecem quando o medicamento é removido.
7- Câimbra
A câimbra de um músculo que surge repentinamente e pode dura de alguns segundos a vários minutos.
Ocorre frequentemente nas pernas e por ser geralmente inofensiva, não exige cuidados médicos.
8- Doenças virais
Infecções respiratórias e virais, como resfriados, gripe ou dengue, causam dores musculares. Essas dores são um dos muitos sintomas dessas infecções, que também podem incluir febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, nariz entupido ou fadiga geral.
9- Hipotireoidismo
Quando a glândula tireoide está hipoativa, ela não produz hormônios importantes em quantidades suficientes. Isso perturba o equilíbrio normal das reações químicas no corpo.
Os sintomas mais comuns incluem fadiga, ganho de peso, dores musculares, dores nas articulações, depressão, problemas de fertilidade, entre outros.
10- Fibromialgia
A fibromialgia causa uma dor musculoesquelética generalizada. É uma condição neurológica comum (sistema nervoso), que afeta a forma como o cérebro processa os sinais de dor e amplifica as sensações dolorosas.
As áreas doloridas podem pular de uma área do corpo para outra. As mulheres são mais afetadas que os homens, assim como as pessoas com doenças reumáticas.
11- Lúpus
Essa é uma doença autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico ataca os tecidos e órgãos do corpo (como pele, rins, coração, cérebro, pulmões e etc).
Sensibilidade e dor muscular acometem com frequência as pessoas com lúpus. A natureza inflamatória da doença causa essas dores. Alguns medicamentos anti-inflamatórios podem ajudar a controlar diversos efeitos prejudiciais da condição.
12- Síndrome Compartimental Crônica
Os compartimentos são grupos de tecidos musculares, vasos sanguíneos e nervos nos braços e pernas, cercados por uma membrana chamada de fáscia dura.
A Síndrome do Compartimental Crônica ocorre quando há sangramento ou inchaço dentro de um compartimento, o que pode impedir o fluxo sanguíneo.
Geralmente acontece com mais frequência em atletas e exercícios de impacto repetitivo, como corrida ou ciclismo, que causam dores musculares ou câimbras.
13- Claudicação
A claudicação é uma dor muscular causada pelo baixo fluxo sanguíneo nos músculos durante exercícios.
Tecnicamente, a claudicação não é uma doença, e sim um sintoma da doença arterial periférica (na qual os vasos que fornecem fluxo sanguíneo para as pernas são estreitados).
O músculo não sente o sangue irrigando e por isso gera a dor, queimação e desconforto.
A condição pode afetar com mais frequência as pernas, quadril, nádegas e a panturrilha.
14- Distonia
É uma doença do sistema nervoso em que os músculos de algumas partes do corpo se contraem involuntariamente (espasmos).
Quando se tem essa condição por períodos prolongados, as contrações dos músculos podem causar muita dor, além de movimentos e posturas anormais.
15- Síndrome da Fadiga Crônica
Essa síndrome é um distúrbio de fadiga extrema, que não melhora com repouso e piora com atividade física ou mental.
Ela é desencadeada por uma combinação de diversos fatores e pode gerar problemas de sono, demora no tempo de recuperação das atividades físicas leves, perda de memória, dores de cabeça, dor nos músculos e articulações.
16- Síndrome de Dor Miofascial
Essa síndrome é uma condição crônica, caracterizada por inflamação e dor na fáscia do corpo (o tecido que cobre os músculos). Geralmente é causada por movimentos excessivamente repetidos ou por tensão relacionada ao estresse.
Ela causa uma dor profunda e dolorosa nos músculos, que persiste ou piora.
17- Polimialgia Reumática
Esse é um distúrbio que causa dor e rigidez muscular, principalmente no pescoço, ombros e quadris. Ela geralmente afeta pessoas acima dos 50 anos.
Muitas pessoas que têm polimialgia reumática também podem possuir arterite de células gigantes, que causa inflamação das artérias do couro cabeludo.
18- Polimiosite
Essa é uma doença inflamatória incomum, que causa fraqueza muscular em ambos os lados do corpo.
A fraqueza muscular associada à polimiosite envolve músculos mais próximos do tronco, como as coxas, ombros e quadris.
Quem possui essa condição tem dificuldade em realizar atividades simples, como levantar objetos, subir escadas, se levantar da cama, etc…
19- Dermatomiosite
Essa é uma doença inflamatória rara, caracterizada por alterações na pele, fraqueza muscular e músculos inflamados.
Ela afeta pequenos vasos sanguíneos e leva à destruição das fibras musculares.
A fraqueza piora gradualmente e envolve os músculos mais próximos do tronco, como os das coxas, braços e quadris.
20- Artrite reumatóide
Esse distúrbio autoimune ocorre quando o sistema imunológico ataca os tecidos do corpo.
A artrite reumatóide afeta o revestimento das articulações e pode danificar vários órgãos e sistemas, como coração, pulmões, pele, vasos sanguíneos, tecido nervoso, etc.
Os principais sintomas são fadiga, inchaço, rigidez e dores musculares.
domingo, 13 de março de 2022
DNR - A ORDEM DE NÃO REANIMAR
A ORDEM DE NÃO REANIMAR NO BRASIL
Autores
Elcio Luiz Silvério
Gabriel André Silvério
João Augusto Kaiper
Luan Wastner PereiraUNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Luiz Fernando KistUNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Resumo
A ordem de não reanimar, segundo Bandeira et al. (2014), é uma conduta que visa a não utilização do suporte avançado de vida para manter os sinais vitais em casos de pacientes que se encontram em estágio terminal e sofrem parada cardiorrespiratória, ou nos casos que os esforços para prolongar a vida não se justificam. Os objetivos com o presente estudo são discutir as situações em que a ordem de não reanimar é um ato legal e justificado dentro das normas do Conselho Federal de Medicina, nas resoluções CFM n. 1.805/2006 e n. 1.995/2012. Juntamente, busca elucidar os princípios e dilemas éticos e morais, tanto dos próprios profissionais da área da saúde quanto daqueles pacientes que se encontram diante de um divisor de águas: entre a vida e a morte.
A metodologia utilizada no estudo apoderou-se de artigos científicos buscados na Internet, resoluções do Conselho Federal de Medicina e Código de ética médica. De acordo com Torres e Batista (2008), os resultados do estudo mostraram que os médicos não são obrigados a reanimar o paciente em casos de morte nítida (rigidez cadavérica, decapitação e decomposição), além de casos em que o paciente ou responsável legal autorize a não reanimação ou havendo uma ordem judicial que impeça tal ato. A Resolução CFM n. 1995/2012, aborda a necessidade da existência de uma regulamentação de diretivas antecipadas de vontade do paciente no contexto da ética medica brasileira.
Também, considera a relevância da conduta médica diante de situações críticas vivenciadas por pacientes terminais. Já a Resolução CFM n. 1805/2006, dá ao médico o poder de decidir se os procedimentos de reanimação são ainda necessários ou não quando o doente se encontra em estado grave, em seu artigo 1º que diz: “É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.” Conforme França, Rego e Nunes (2010), os princípios éticos envolvidos abrangem a forma de morte, que deve ser digna e respeitando os valores do paciente, além de considerar o consentimento e a autonomia do doente ou do representante legal. Em conclusão, o médico, o paciente e os representantes legais têm papel essencial na decisão de não reanimar, reforçando os princípios éticos e morais que visam proporcionar uma morte digna ao ser humano que está em situação crítica.
No Brasil, há leis que regulamentam a conduta de não reanimação estabelecendo diretrizes de quando deve ser praticada e os procedimentos que devem ser utilizados.
Biografia do Autor
Luan Wastner Pereira, UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Área de Ciencias da Vida. Academico da quarta fase do curso de medicina.
Luiz Fernando Kist, UNOESC - Universidade do Oeste de Santa Catarina
Area das ciencias da vida. Academicos da quarta fase do curso de medicina.
Referências
REFERÊNCIAS
BANDEIRA, Amanda Gabriela Giusti et al. Ordem de não reanimar em países latino-americanos. Anais de Medicina, Joaçaba, v.1, n. 1, p.42-44. 2014. Disponível em: <http://editora.unoesc.edu.br/index.php/anaisdemedicina/article/view/4683/2308>. Acesso em: 13 ago. 2015.
BRASIL. Congresso. Senado. Resolução n. 1.995 de 31 de agosto de 2012, Seção I, p.269-70. Dispõe sobre as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 31 ago. 2012. Disponível em: <http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2012/1995_2012.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2015.
BRASIL. Congresso. Senado. Resolução n. 1805 de 28 de novembro de 2006, Seção I, pg. 169. Na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 nov. 2006. Disponível em: <http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2006/1805_2006.htm>. Acesso em: 13 ago. 2015.
FRANÇA, Daniela; REGO, Guilhermina; NUNES, Rui. Ordem de não reanimar o doente terminal: dilemas éticos dos enfermeiros. Revista Bioética, Brasília, v. 18, n.2, p. 469-481. 2010. Disponível em: <http://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/viewFile/577/551>. Acesso em: 13 ago. 2015.
TORRES, Rafael Villela Silva Derré; BATISTA, Kátia Tôrres. A ordem de não ressuscitar no Brasil, considerações éticas. Brasília. 2008. Disponível em: <http://www.escs.edu.br/pesquisa/revista/2008Vol19_4art01aordemnao.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2015.
Foto: https://www.istockphoto.com/br/fotos/ordem-de-n%C3%A3o-reanimar
quarta-feira, 9 de março de 2022
Herniação e Hipertensão Intracraniana
Herniação e Hipertensão Intracraniana
Autor:
Lucas Santos Zambon
Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.
Quadro Clínico
Paciente feminina, 39 anos, portadora de neoplasia cerebral primária operada há seis meses, e em seguimento ambulatorial, é internada por quadro de convulsões de difícil controle. Ainda no pronto-socorro, é verificada anisocoria, e intenso rebaixamento do nível de consciência que leva a paciente a ser intubada. A seguir ela é levada para uma tomografia computadorizada de crânio, que podemos ver nas imagens 1 e 2.
Diagnóstico e Discussão
Podemos ver sinais de craniectomia prévia, e uma grande massa tomando o hemisfério direito cerebral, com muito edema gerando hipoatenuação da substância branca. De mais crítico, observamos nítido desvio da linha média, apagamento do 3o e 4o ventrículos, e sinais de herniação com compressão do tronco cerebral. Sendo assim, temos uma situação emergencial de hipertensão intracraniana (HIC).
A HIC é uma complicação potencialmente devastadora do ponto de vista de lesão neurológica. Ela pode surgir como uma complicação de trauma, de tumores de sistema nervoso central (SNC), de hidrocefalia, e de alteração vascular como em tromboses venosas.
A melhor terapia para a HIC é a resolução da causa objetiva do aumento da pressão. Os exemplos incluem: a evacuação de um coágulo de sangue, a ressecção de um tumor ou uma derivação liquórica para uma hidrocefalia.
Porém diversas medidas gerais devem ser tomadas antes da resolução da causa etiológica para a HIC. Começamos com os cuidados ao intubar (IOT) o paciente, algo que será praticamente uma regra já que temos pacientes extremamente rebaixados do ponto de nível de consciências nessas situações. Deve-se escolher adequadamente de agentes paralisantes (se necessário) e sedação adequada. O pré-tratamento com lidocaína para IOT tem sido sugerida como uma intervenção útil para diminuir o aumento de pressão intracraniana associada com intubação; no entanto, boas evidências clínicas apoiando essa abordagem são escassas. Uma vez sob IOT, é preciso manter os pacientes adequadamente sedados pode diminuir a HIC, reduzindo a demanda metabólica, as assincronias com o ventilador, congestão venosa cerebral, e as respostas simpáticas de hipertensão e taquicardia.
Ainda quanto à ventilação mecânica, ela pode ser usada para reduzir a PaCO2 a 26 a 30 mmHg, o que já foi demonstrado que reduz rapidamente a HIC através de vasoconstrição e de uma diminuição do volume de sangue intracraniano. Uma mudança de 1 mmHg na PaCO2 está associado com uma mudança de 3% no fluxo sanguíneo cerebral. Hiperventilação também resulta em alcalose respiratória, que pode tamponar a acidose pós lesional. O efeito da hiperventilação na HIC é de curta duração (1 a 24 horas). Lembrar também do posicionamento desses pacientes em ventilação mecânica. Historicamente, os pacientes com HIC têm sido posicionados com a cabeça elevada acima do coração (geralmente 30 graus) para aumentar o fluxo venoso. Deve notar-se que a elevação da cabeça pode diminuir a pressão de perfusão cerebral.
Quanto ao manejo hídrico desses pacientes, eles não precisam ter nenhuma restrição severa. Os doentes devem ser mantidos euvolêmicos e normosmolares ou para hiperosmolares. Chega-se a esse resultado evitando aumentar a água livre e empregando fluidos isotônicos. Outros itens bastante empregados são os diuréticos osmóticos. Diuréticos osmóticos reduzem o volume do cérebro extraindo a água livre para fora do tecido e na circulação, onde é excretado pelos rins, desidratando assim o parênquima cerebral. O agente mais comumente utilizado é o manitol. É preparado como uma solução a 20%, e dado como um bolus de 1 g / kg. Doses repetidas podem ser dadas a 0,25 a 0,5 g / kg, conforme necessário, em geral, a cada seis a oito horas. O uso de qualquer agente osmótico deve ser cuidadosamente avaliado em doentes com insuficiência renal. Salina hipertônica em doses de bolus podem agudamente reduzir a HIC; no entanto, o efeito dessa intervenção precoce sobre os resultados clínicos de longo prazo permanece obscuro.
Quanto a medicamentos, há poucas opções. Os glicocorticoides foram associados a um pior resultado em um grande ensaio clínico randomizado de seu uso em traumatismo encefálico moderada a grave. A priori, não há indicação de uso dessas drogas na HIC. Porém há a possibilidade de usar anticonvulsivantes, especificamente os barbitúricos. A utilização de barbitúricos é baseada na sua capacidade de reduzir o metabolismo cerebral e fluxo sanguíneo cerebral, exercendo um efeito neuroprotetor. O pentobarbital é geralmente usado, com uma dose de ataque de 5 a 20 mg / kg, como um bolus, seguido de 1 a 4 mg / kg por hora. A monitorização com EEG contínua é geralmente usada nessa situação.
E ainda temos o manejo da temperatura do paciente. Primeiramente, falaremos sobre febre. Febre aumenta o metabolismo cerebral, e tem sido demonstrado que ela aumenta a lesão cerebral em modelos animais. Portanto, o tratamento agressivo da febre, incluindo dipirona ou paracetamol e refrigeração mecânica é recomendado em pacientes com HIC. Outro ponto é a hipotermia. Primeiro classificada como um tratamento para a lesão cerebral na década de 1950, a hipotermia terapêutica manteve-se um tema controverso no debate relativo à gestão do HIC. Não está recomendado como tratamento padrão para o aumento da pressão intracraniana em qualquer situação clínica.
Bibliografia
Kaye AH. Brain Tumors: An Encyclopedic Approach, 2nd, Churchill Livingstone, New York 2001. p.205.
Wilkins RS. Neurosurgery, 2nd, McGraw-Hill, New York 1996. Vol 1, p.347.
Fonte: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/casos/6544/herniacao_e_hipertensao_intracraniana.htm
Imagem 1 – Tomografia de crânio

