terça-feira, 3 de junho de 2014

A doença trofoblástica gestacional

A doença trofoblástica gestacional

RACIOCÍNIO DE DIAGNOSTICO E PROGNOSTICO EM DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL

DEFINIÇÃO:

A doença trofoblástica e uma maladia do ovo, caracterizada pela degenerescência cística das vilosidades coriais.
E uma das causas de hemorragia da primeira metade do gravidez, então vamos considerar como sintoma de referência a hemorragia.

CARATERES DA HEMORRAGIA:

Hemorragias espontâneas, caprichosas, sangue vermelho, mais ou menos estriado de coágulos, as vezes eliminam-se ate vesículas molares.
Também, o sangramento da mola hidatiforme não esta seguido de abortamento. Ficando tudo tempo abertas, as vesiculas da mola continuam sangrando, porque a eliminação não e total.

FASE I – SUSPEITA DE MALADIA TROFOBLASTICA

Então, o primeiro elemento da problema – mulher grávida, na primeira metade da gestação, que tem hemorragia.

Hemorragia na primeira metade de gestação pode ser causada, porem, não somente pela doença trofoblastica gestacional. O abortamento (iminência ou o aborto já constituído) ou a prenhez ectópica são as outras duas causas de hemorragia neste intervalo.

A orientação ate doença trofoblastica será dada pelo outro sintoma muito importante, que diferencia de outras duas mencionadas – o útero em sanfona.

O útero em sanfona e o útero que, principalmente, esta alto demais para a idade gestacional e apresenta modificações de altura durante a evolução da gravidez.

Isto, junto com dor abdominal já pode por a primeira questão de doença trofoblastica gestacional.
Outras coisas que podem ser associadas:

  • Ausência dos sinais de viabilidade fetal 
  • Cistos ovarianos bilaterais

PROXIMO PASSOSerá, que, de verdade, e doença trofoblastica?
Para responder e preciso de exames de confirmação:

  • Medir o beta-HCG (hormônios coriônicos) praticamente um dos exames de confirmação, enquanto as taxas são muito elevadas (100.000-400.000 UI / 24 horas). Mais que isso, a taxa de beta-HCG pode ser relacionada com o numero de células ativas.

O beta-HCG tem duas subunidades: uma alfa que praticamente comum por todos os hormônios gonadotróficos e a subunidade beta- que da especificidade

  • Acrescentar uma ultrasonografia. A imagem ultrasonografica mostra imagem de “flocos de neve”, características por doença trofoblastica gestacional.

Então, o diagnostico parece mesmo doença trofoblastica. Ate este ponto, conseguimos nos orientar sobre um diagnostico que foi certificado pelos exames clínicos.


VAMOS PARAR E PENSAR NESTE DIAGNOSTICO:

E muito importante parar e refletir ao diagnostico, porque, somente “Doença trofoblastica gestacional” não representa um diagnostico certo. Esse termo, que, praticamente, e genérico não oferece muitos dados sobre a natureza da doença, o tipo dela e, especialmente o prognostico e o tratamento.
A doença trofoblastica gestacional esta classificada em:

  • FORMA BENIGNA – tal chamada de MOLA HIDATIFORME 
  • FORMAS MALIGNAS: 
  • Mola invasiva 
  • Coriocarcinoma 
  • Tumor de sitio placentário
Como já pode ser visto, a classificação em “benignas” e “malignas” muda muito os dados da problema. Principalmente, de evolução e prognostico. E do tratamento, igual.

  • MOLA HIDATIFORME
A mola hidatiforme e uma forma benigna da doença trofoblastica gestacional. Ela (e mais a mola invasora) conservam a estrutura vilositária. E um tumor FUNCIONAL – atenção !!!!!  - ela continua produzindo beta-HCG (como já vimos, um dos principais markers de identificação), mas também secreta lactogênio placentário, estrogênio e progesterona.

Então, mola hidatiforme NÃO e maligna, logo, NÃO e metastática. Mas isso não elimina o perigo de malignidade (5-20%). O perigo maior esta no intervalo de 3-4 meses depois o esvaziamento molar.
Uma vez que descobrimos a mola, também por razão de avaliar o prognostico vamos ter que descobrir que tipo de mola hidatiforme e.

QUE TIPO DE MOLA HIDATIFORME?

Por isso, vamos explorar a estrutura da doença trofoblastica, a morfopatologia dela.

MORFOPATOLOGIA:

Quando o ovo está inteiramente alterado (a placenta esta inteiramente alterada) a mola se apresenta como uma aglomeração de vesículas (mola total), unidas pelo pedículos, tipo um cacho de uvas, com um núcleo carnudo central.

CARACTERISTICAS:

Contem só tecido anexial
Não há tecido fetal
O risco de malignidade e 10-20%
O cariótipo e 46 XX, resultando, pelo que parece somente do material genético de espermatozóide. O conteúdo genético de ovulo esta perdido..1













Figura 1 MOLA HIDATIFORME COMPLETA (TOTAL )

Quando o ovo não esta atingido, demais, quando ate uma parte da placenta fica integra, temos partes do embrião (hemácias, fragmentos teciduais) ou mesmo embrião dentro da estrutura da mola – isto se chama de MOLA PARCIAL ou INCOMPLETA. Se for presente, o embrião está malformado ou com monstruosidades, raramente nasce vivo, e quando nasce, e inviável.O risco de malignização, porem, e menor.

O que e curioso e tem que saber respeito ao mola incompleta e que a fecundação e dispermica: 2 espermatozóides fecundam um ovulo, resultando uma aberração 69 XXX (66 + XXX), cariótipo que, claro e incompatível com a vida.

O que, também e curioso, e que, excepcional, tem embrião vivo e viável. E conhecido o caso do cirurgião Béclard que nasceu de uma gravidez molar Porque e importante o tipo de mola (parcial ou total)?

Porque as chances de malignidade são maiores caso a mola esta total e menores se a mola for parcial. Também, o cariótipo e diferente e, no caso de mola incompleta achamos restos fetais, excepcionalmente feto vivo, seja ele malformado ou viável.

  • FORMAS MALIGNAS
CHORIOCARCINOMA

O choriocarcinoma e o mais representativo quanto as formas malignas da doença trofoblastica gestacional. 

Relativo a isso, temos que saber que o choriocarcinoma não aparece do nada. Sendo uma forma maligna, uma EVOLUÇÂO de alguma coisa:

  • Mola hidatiforme (50% dos casos) 
  • Aborto 
  • Parto normal (22,5% dos casos) 
  • Prenhez ectópica

Mais que isso, o choriocarcinoma, infelizmente dá metástases: no pulmão, no pelve, no cérebro e no fígado – todas correlacionando-se com o prognostico (bom caso que existem só metástases pélvicas ou pulmonares, ruim se forem metástases no cérebro ou no fígado). 

As metástases são espalhadas via hematógena.

A paciente pode chegar no consultório com sintomas bem diferentes daquelas que sejam características por área ginecológica. Por exemplo, chega com tosse e hemoptise, e, ao exame Rx apareçam lesões numulárias, redondas, na área pulmonar. A primeira conclusão seria TBC ou câncer metastático, mais, os exames não confirmam TBC e nem podemos achar a origem das metástases.

Então, no histórico desta mulher podemos achar um antecedente de aborto, ou parto mesmo, que virou choriocarcinoma e deu metástase pulmonar. Pode ser uma possibilidade, não e uma regra.

A confirmação, claro vem pelo exame de beta-HCG que vai apresentar valores bem altos (500.000-1.000.000 UI/24 horas). 

Choriocarcinoma pode ser acompanhado de:

  • Estado geral alterado 
  • Persistência das hemorragias 
  • Útero mole com colo entreaberto 
  • Cistos tecaluteinicos 
  • Altura uterina maior que a idade gestacional 
  • Dor abdominal 
  • DHEG 
  • Hipertireoidismo 
  • Hiperemese gravidica

O choriocarcinoma, porem tem a chance de remissão, uma vez que ele esteja descoberto rápido e tratado:

  • 95% dos casos que são descobertos nos primeiros 4 meses apresentam remissão 
  • O prognostico de remissão abaixa ate 50% se existirem metástases hepáticas ou cerebrais.

Na frente de um caso com choriocarcinoma tem que avaliar o prognostico numa escala de três graus de gravidade:

  • Baixo risco:  
  • existem metástases pélvicas ou pulmonares 
  • o titulo de beta-HCG < 40.000 
  • evolução inferior a 4 meses 
  • Risco médio
  • existem metástases pélvicas ou pulmonares 
  • o titulo de beta-HCG >40.000 
  • evolução superior a 4 meses 
  • Alto risco
  • Existem metástases cerebrais ou hepáticas 
  • Existe resistência previa ao quimioterapia

ATENÇÃO !!!!!!!!!!!
A doença trofoblastica gestacional e a única exceção da regra do DHEG – a definição de DHEG e “hipertensão que aparece depois a 20-a semana de gravidez”. No caso da mola hidatiforme, isso pode aparecer antes e vai ser considerado como tal.

TRATAMENTO
O tratamento e bem diferente, tanto por mola simples quanto por forma metastazánte, dependendo da:

  • Idade 
  • Paridade

A primeira pergunta: está ou não está uma forma metastazante?
Segunda pergunta: que idade tem a paciente?

A MOLA HIDATIFORME:

MULHER <35-40 anos de idade

  • Evacuação da mola, preferindo a aspiração (e menos traumatizante), toda vez com proteção antibiótica 
  • Se a idade gestacional for maior – histerotomia de evacuação 
  • NÃO ENGRAVIDAR !!!! 
  • Quimioterapia profilática com metotrexato 20-25 mg/dia, 5 dias 
  • Seguimento paraclinico: 
  • Dosagem semanal de beta-HCG ate o titulo de menos 500 UI (5 UI/ml) 
  • Mesmo assim, dosagem mensal ate um ano, depois dosagem bimensal ate dois anos e de 6 em seis meses no terceiro 
  • Exame ginecológico mensal ate remissão completa, depois, cada 3-4 meses 
  • Não engravidar, ate dois anos

METOTREXATO

Ações terapêuticas.

Antineoplásico, antipsoriásico, anti-reumático. 

Propriedades.

O metotrexato é específico da fase S do ciclo de divisão celular. Sua ação consiste na inibição da síntese do DNA, RNA, timidinato e proteínas como resultado da união relativamente irreversível com a diidrofolato redutase, o que evita a redução de diidrofolato a tetraidrofolato ativo. O crescimento das populações de células que proliferam rapidamente (células malignas, células epiteliais em psoríase) é mais afetado que o crescimento da pele e da maioria dos tecidos normais. Tem uma leve atividade imunossupressora. Sua absorção é muito variável. Em doses normais, absorve-se bem no trato gastrintestinal (menos de 30mg/m 2), porém em doses elevadas pode ser pouco absorvido. Atravessa a barreira hematoencefálica somente em quantidades limitadas (do sangue ao SNC), entretanto passa de forma significativa à circulação sistêmica após a administração intratecal. Sua união às proteínas é moderada (50%) e seu metabolismo é hepático e intracelular (a poliglutamatos, que são retidos nas células).O tempo até a concentração máxima é de 1 a 5 horas por via oral e de 30 a 60 minutos por via IM. Elimina-se por via renal entre 40% e 90% de forma inalterada. 

Indicações.

Leucemia linfocítica aguda, leucemia mieloblástica aguda, carcinoma de mama, carcinoma de pulmão de células escamosas e de células pequenas, linfomas não - Hodgkin, linfossarcomas, psoríase refratária e grave que não responde de forma adequada a outros tratamentos, artrite reumatóide que não responde a outras terapêuticas, tumores trofoblásticos e carcinoma de cabeça e pescoço (epidermóide). As indicações encontram-se em constante revisão, bem como a dose e os protocolos de tratamento. 

Posologia.

Comprimidos, adultos: oral, de 15 a 50mg/m 2, 1 ou 2 vezes por semana, dependendo do estado clínico do paciente e de outros fármacos usados de forma simultânea; psoríase, dose inicial: 10 a 25mg, 1 vez por semana até um máximo de 50mg por semana; 2,5 a 5mg a cada 12 horas em 3 ingestões, ou em 4 ingestões a cada 8 horas 1 vez por semana, até um máximo de 30mg por semana, ou 2,5mg 1 vez ao dia durante 5 dias, seguidos de um período de descanso de 2 dias, até um máximo de 6,25mg/dia; artrite reumatóide: 7,5mg por semana; dose pediátrica, como antineoplásico: 20 a 30mg/m 2>, 1 vez por semana. Forma farmacêutica parenteral, adultos: IM ou IV, 15 a 50mg/m 2, 1 ou 2 vezes por semana; psoríase: IM ou IV, 10 a 25mg, uma vez por semana até o máximo de 50mg por semana; dose pediátrica, como antineoplásico: IM, de 20 a 30mg/m 2, 1 vez por semana. 

Reações adversas.

Muitas reações adversas são inevitáveis e representam sua ação farmacológica; por exemplo, leucopenia e trombocitopenia, que são empregadas como indicadores da eficácia da medicação e facilitam o ajuste da dose individual. Requerem atenção médica somente se persistem ou são incômodos: anorexia, náuseas e vômitos. São de incidência mais freqüente e requerem atenção médica: melena, hematemese, diarréia, hematúria, artralgias e edemas. Com a administração intratecal podem aparecer: visão turva, confusão, tonturas, sonolência, cefaléias, crises convulsivas ou cansaço não habitual. A alopecia não requer atenção médica. Indicam possível toxicidade do SNC: visão turva, confusão, tonturas e cefaléias. Em pacientes muito jovens ou idosos, os efeitos colaterais têm maior tendência a produzir-se. 

Precauções.

Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, que podem aumentar a hepatotoxicidade. Podem ser produzidas reações de fotossensibilidade, principalmente em pacientes com psoríase. Evitar os produtos que contenham salicilatos e os AINE, pois podem aumentar a toxicidade. Evitar as imunizações, a não ser que sejam indicadas pelo médico. O uso de ciclos intermitentes de metotrexato é associado com menor risco de toxicidade grave do que a dose diária contínua. É recomendável tomar precauções em pacientes que desenvolvam trombocitopenia e leucopenia como resultado da administração de metotrexato. A administração de doses elevadas de metotrexato não deve ser iniciada, a não ser que exista uma provisão de folinato de cálcio, dado que o resgate dos efeitos hematológicos e gastrintestinais é fundamental. A administração de folinato de cálcio deve ser consecutiva, e não-simultânea à de metotrexato. Este atravessa a placenta e produz efeitos adversos no feto.Como antipsoriásico ou antiartrítico, é contra-indicado a mulheres grávidas. Como é excretado no leite materno, sua indicação durante o período de lactação não é recomendável, já que implica riscos ao lactente (mutagenicidade e carcinogenicidade). Deve-se ter precaução em neonatos e lactentes, uma vez que a função hepática e renal é reduzida. É recomendável ter precaução em pacientes geriátricos, devido a uma possível diminuição da função renal. Freqüentemente produz estomatite ulcerosa, gengivite e faringite. 

Interações.

A administração simultânea de metotrexato intratecal com aciclovir pode produzir anomalias neurológicas. Aumenta o risco de hepatotoxicidade com o álcool ou medicamentos hepatotóxicos. O metotrexato aumenta a concentração de ácido úrico no sangue, portanto é necessário readequar a dose de alopurinol, colchicina ou probenecida. Aumenta a atividade anticoagulante e o risco de hemorragias por diminuir a síntese hepática dos fatores de coagulação, razão pela qual a dose de anticoagulantes derivados da cumarina deverá ser regulada. O uso de AINE aumenta o risco de agranulocitose (fenilbutazona). A asparaginase pode bloquear os efeitos do metotrexato ao inibir a reprodução celular. A administração de citarabina após iniciada a terapêutica com metotrexato pode produzir um efeito citotóxico sinérgico. O ácido fólico pode interferir no efeito anti-folato do metotrexato. A canamicina oral aumenta a absorção do metotrexato oral. A neomicina oral diminui a absorção do metotrexato oral.A probenecida e salicilatos podem inibir a excreção renal do metotrexato. A pirimetamina, triantereno ou trimetoprima podem aumentar os efeitos tóxicos do metotrexato devido a suas ações similares como antagonistas do ácido fólico. 

Contra-indicações.

Gravidez, lactação, varicela existente ou recente, herpes zoster. A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de ascite, obstrução gastrintestinal, derrame peritoneal ou pleural, disfunção renal, depressão da medula óssea, antecedentes de gota, cálculos renais, disfunção hepática, infecção, úlcera péptica e colite ulcerosa. Também deve-se ter precaução em pacientes submetidos a tratamento com fármacos citotóxicos ou radioterapia.

MULHER >35-40 anos de idade
Neste caso a conduta ótima e histerectomia profilática seguida de quimioterapia com metotrexato + seguimento clinico laboratorial:

  • Dosagem semanal de beta-HCG ate o titulo de menos 500 UI (5 UI/ml) 
  • Mesmo assim, dosagem mensal ate um ano, depois dosagem bimensal ate dois anos e de 6 em seis meses no terceiro 
  • Exame ginecológico mensal ate remissão completa, depois, cada 3-4 meses

CHORIOCARCINOMA:


MULHER <35-40 anos de idade
Coisa bem diferente, com evolução imprevisível, o choriocarcinoma precisa de tratamento quimioterápico rápido:

  • Metotrexat, esquema oncologica:

2
Caso de resistência ao metotrexato, usaremos poliquimioterapias

3

A esquema tem que ser repetida ao intervalo de 14 dias, 3-4 vezes, seguindo a curva de eliminação de beta-HCG.

MULHER > 35-40 anos de idade
A conduta ótima e histerectomia e tratamento com quimioterápicos.
Em caso de tumores quimioresistentes poderemos aplicar terapia radical cirúrgica ou usar a esquema do Bangshawe:





Dia 1

Dia 2

Dia 3

Dia 4

Dia 5

Dia 6

Dia 7

Dia 8

ETOPOSID OU VPIG

100 MG

100 MG

100 MG

100 MG

100 MG

100 MG

100 MG

100 MG

HIDROXIUM, METOTREXAT, VINCRISTIN, ACIDO FOLICO, CICLOFOSFAMIDA


















CONCLUSOES FINAIS:

  • A doença trofoblastica gestacional e uma das três causas que pode produzir hemorragia na primeira metade da gravidez, precisando, por esta causa, de diagnostico diferencial claro com o abortamento e a gravidez ectópica, 
  • O fato estranho de a mola derivar direto dum aborto ou de uma prenhez ectópica e ainda mais importante no razão de seguir uma paciente depois um tal incidente. 
  • O risco de invasão neoplásica e muito alto e importante, por isso, o seguimento clinico e laboratorial por uma mulher que teve um aborto ou uma gravidez ectópica e quase obrigatório – ele tem que incluir o dosagem de beta-HCG e o exame ginecológico. O risco de neoplasia e maior 4 meses depois o aborto molar, mas no caso do outro tipo de aborto esse intervalo aumenta ate dois anos. 
  • O prognostico da paciente diagnosticada com choriocarcinoma depende, na maioria das vezes, de alojamento das metástases – nesse assunto – as metástases cerebrais e hepáticas diminuem as chances de sobrevivência, tal como um intervalo maior de 4 meses de evolução. 
  • O tratamento com metotrexato e universal no tratamento da mola e do choriocarcinoma. Em terapia única ou combinada ele representa o principal apoio de combate contra esta maladia. Um tratamento corretamente seguido pode resultar em remissão da doença em 95% dos casos. 
  • A doença trofoblastica gestacional e a única exceção da regra do DHEG – a definição de DHEG e “hipertensão que aparece depois a 20-a semana de gravidez”. No caso da mola hidatiforme, isso pode aparecer antes de 20 semanas e vai ser considerado e tratado como preeclampsia, pelas regras dela. 
  • Uma das principais condições de seguimento do tratamento duma paciente que teve mola hidatiforme e não engravidar durante dois anos depois o aborto da mola – caso contrario, ela não pode ser seguida para avaliar o risco neoplásico, enquanto o titulo de beta-HCG alto pode predispor ás erros de interpretação.

BIBLIOGRAFIA

1. Vârtej, Petrache - OBSTETRICA FIZIOLOGICA SI PATOLOGICA (A OBSTETRICA FISIOLOGICA E PATOLOGICA) Editura ALL, Bucareste, Romênia, 1997 ISBN 973 - 571 - 158 - 3
2. Vârtej, Petrache - GINECOLOGIE (GINECOLOGIA) - Editura ALL, Bucareste, Romênia, 1997, ISBN 973-9229-68-9
3. P. R. Vade-mécum 2005-2006 Brasil
4. BENSON R. C. - Handbook of Obstetrics & Ginecology, 8-th edition ed. Lange 1983
5. Harrison Principles of Internal Medicine, XIII edition




http://www.clinicafares.com.br/dicas-de-saude/Ginecologia-45/A-doenca-trofoblastica-gestacional-35077.html




Herpes

Finalmente: Uma maneira erradicar o vírus da Herpes

Milhões de brasileiros são vítimas das horrendas erupções nos lábios causadas pelo vírus herpes simplex 1, mas pesquisadores finalmente estão oferecendo a possibilidade de uma cura.
Cientistas da Universidade de Duke, nos EUA, disseram que desvelaram o mistério de como o herpes simplex 1 entra e permanece em dormência driblando as substâncias que, de outra maneira, o destruiriam.
Encorajados por esta descoberta a mesma equipe está testando um agente experimental que pode “re-acordar” o vírus, para que ele fique exposto e seja erradicado.
A esperança é “que possamos utilizar drogas que nós já conhecemos, unindo a um sistema imune eficiente, para curar uma pessoa da infecção”, explicou a pesquisadora principal Jennifer Lin Umbach.
Ela e seus colegas publicaram suas descobertas na edição de 2 de julho da edição online da revista Nature.
Cerca de 80% das pessoas estão infectadas com o herpes simplex 1. Muitos, mas nem todos, sofrem das feiosas erupções dolorosas nos lábios.
Alguns medicamentos como o aciclovir podem ajudar a reduzir as erupções, mas não existe maneira de eliminar o vírus e a infecção dura a vida inteira.
Entre as erupções o herpes simplex 1 entra em longos períodos de “latência”, escondendo-se dentro de neurônios do nervo trigeminal do rosto. Neste estado o vírus é inativo e invulnerável.
“Não há como as drogas ou no nosso sistema imunológico reconhecerem o vírus e fazerem qualquer coisa contra ele”, disse Jennifer.
Apenas parte das partículas virais se reativam e replicam. Os cientistas têm procurado há muito tempo um método para tirar todo o vírus da latência de uma vez, para que ele possa ser eliminado pelos medicamentos já conhecidos.
No entanto ninguém, até o momento, havia entendido exatamente como o herpes simplex 1 mantinha o seu estado latente. Mas isso mudou.
Os pesquisadores já sabiam que este vírus, enquanto está em latência, produz um minúsculo subproduto chamado de “RNA de transcrição associado à latência” (LAT RNA). Esses pedacinhos de material genético não pareciam ter funções práticas. No entanto, depois de pesquisas cuidadosas, a equipe descobriu que este gene “é processado em partes menores chamadas de microRNAs, e estes são usados para atingir os genes que são necessário para a replicação ativa”, disse Jennifer.
Em outras palavras, durante semanas ou anos, o herpes simplex 1 dormente gera silenciosamente uma quantidade suficiente de LAT RNA para “suprimir” o interruptor genético que normalmente o leva à ativação total.
“Os genes para a replicação ativa ficam em dormência até que este gene seja interrompido de alguma maneira”, disse Jennifer.
Esse parece ser o método elusivo que este tipo de herpes usa para manter-se em dormência e driblar os medicamentos.
O próximo passo, de acordo com Jennifer, é descobrir um agente que bloqueie o LAT RNA, acordando toda a população de vírus de uma só vez.
Ela disse que sua equipe já está experimentando um droga que parece fazer exatamente isso. Uma vez que este agente esteja dentro do nervo onde o herpes simplex 1 se esconde “se liga ao microRNA e inibe sua função”, ela explicou. O vírus então pode ativar-se. “Nesse ponto uma das drogas como o aciclovir deve dar conta da infecção”, disse Jennifer.
Esta estratégia parece estar funcionando em tubos de ensaio, ao menos. “Há testes em animais que estão em andamento e nós estamos prevendo testes clínicos em humanos. Mas levará um bom tempo até que possamos chegar lá”, disse Jennifer.
Outros pesquisadores também estão cuidadosamente otimistas: “Isso fornece uma nova estratégia para buscar uma cura”, disse Christopher Beisel, virologista de uma instituição que patrocinou a pesquisa. Mas ele alerta que ainda há um longo caminho a percorrer.
Outra esperança é de que as descobertas possam ser aplicadas a toda uma gama de vírus do herpes, incluindo o herpes simplex 2, causador do herpes genital, e o vírus zoster, que causa varicela e uma outra doença crônica e dolorosa.
Saber as causas da latência podem ter relevância para outros vírus da herpes.
Fonte: http://hypescience.com/finalmente-uma-maneira-matar-o-herpes/

Artrite psoriática

Artrite Psoriática


O que é artrite psoriática?

É uma doença das articulações de caráter inflamatório que surge com frequência em paciente que são portadores de psoríase. O termo “artrite” quer dizer inflamação nas articulações. Esta vem acompanhada de inchaço, calor, vermelhidão e dor.
artrite psoriática é crônica e está incluída no grupo das espondilartrites. Já a psoríase é uma enfermidade da pele bastante frequente, principalmente entre a população branca, que provoca o surgimento de placas avermelhadas com escamas esbranquiçadas. As lesões possuem tamanhos variados e são bem delimitadas.
Os locais mais acometidos são os joelhos e os cotovelos, podendo também surgir na planta dos pés, no umbigo, nas palmas das mãos e nas orelhas. Na grande maioria dos casos a psoríase surge antes da artrite, em alguns, entretanto, as doenças são concomitantes. Ambas são crônicas e podem apresentar gravidade variável, dependendo da resposta ao tratamento e da extensão de cada uma delas.
A artrite psoriática atinge tanto homens quanto mulheres. A faixa de idade varia entre os 20 e os 40 anos, embora possa acontecer em qualquer idade. Diante dos sintomas é importante recorrer a um médico, para que os sintomas sejam aliviados e os problemas controlados.
artrite psoriatica

AGENTE CAUSADOR

Não se sabe exatamente a causa da artrite psoriática. Sabe-se, entretanto, que não possui origem infecciosa e não é contagiosa. Acredita-se que uma predisposição genética combinada com fatores ambientais e imunológicos sejam propulsores da doença. Embora não possua caráter hereditário, já que não é transmitida, necessariamente, de pais para filhos, sabe-se que há uma predisposição familiar.
A resposta inflamatória que a artrite psoriática ocasiona pode ser provocada por estímulos imunitários, apesar desta não ser uma doença autoimune. Estresse psicológico e traumatismos podem ter relação com o surgimento da condição, porém não há certezas. Quando ocorre infecção com ovírus HIV, a artrite psoriática costuma surgir de forma explosiva.

COMO SE DESCOBRE A DOENÇA (DIAGNÓSTICO)

Através da análise clínica do paciente e de achados radiológicos, obtêm-se a certeza do diagnóstico. Portadores de psoríase facilmente desenvolvem tal condição, o que ajuda na busca pelo problema. Não existe nenhum exame que sozinho consiga detectar a artrite psoriática. É necessária uma boa análise e uma conversa com o paciente.
Exames laboratoriais como o hemograma, por exemplo, pode revelar uma anemia, muito presente em doenças crônicas. Outras alternativas são também verificar o fator reumatoide, a velocidade de sedimentação dos glóbulos e a função hepática e renal.
Exames de imagem podem ajudar no diagnóstico. Um raio-x das sacro-ilíacas pode evidenciarinflamação nas articulação sacro-ilíacas. Já um raio-x da coluna consegue revelar, em fases mais avançadas, exostoses volumosas. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são capazes de solucionar dúvidas com relação à existência ou não de sacroilíite. Raio-x das mãos, dos pés e de outras articulações também podem ajudar no processo.
Após a certeza do diagnóstico deve-se dar início imediato ao tratamento. Apesar de ainda não haver cura nem para a artrite psoriática nem para a psoríase, os medicamentos à disposição no mercado ajudam a amenizar os sintomas. Desta forma muitas pessoas conseguem levar uma vida normal apesar das doenças crônicas em questão.

SINTOMAS

A artrite psoriática pode se manifestar de cinco formas diferentes. Uma delas é a oligoarticular assimétrica. É o padrão mais comum e atinge grande parte das pessoas. Geralmente envolve de duas a quatro articulações pequenas em qualquer local do corpo, sendo a região dos dedos a preferida. Os sinais típicos são:
  • Inflamação;
  • Dedo com aparência de salsicha;
A pseudo-reumatóide é outra das artrites psoriáticas. Esta é caracterizada por poliartrite simétrica muito parecida com a artrite reumatoide. A forma espondilítica se parece muito com a espondiliteanquilosante e provoca:
  • Dores nas costas;
  • Inflamação e vermelhidão nos olhos;
  • Entesopatia;
  • Rigidez na coluna.
Uma outra artrite psoriática é a interfalângica distal. Esta envolve as interfalanges distais das mãos e é mais frequente entre os homens. A forma mutilante é rara e altamente agressiva. Provoca destruição das articulações das mãos e perda de osso em topos articulares. De forma geral, diante de sintomas como dores nas articulações, rigidez e inchaço, procure por ajuda médica. É preciso uma análise cuidadosa para chegar a um diagnóstico e dar início a um tratamento.
artrite-psoriatica-sintomas

PREVENÇÃO

A principal medida preventiva para grande parte das doenças é ir a um médico frequentemente e realizar exames de rotina. Quanto antes os problemas forem detectados, melhores serão os resultados. Portanto, adquira o hábito de se dirigir regularmente a um especialista.
A artrite psoriática não possui causa determinada. Sabe-se, por outro lado, que muitos portadores de psoríase vêm a sofrer de tal transtorno. Desta forma, doentes de psoríase devem ficar atentos a este risco. Realize exames e deixe a saúde monitorada. Evitar ambientes estressantes pode ser uma boa medida preventiva tanto para esta como para outras enfermidades. Assim como praticar atividades físicas, que além de ajudar a manter o peso ainda é um ótimo relaxante.

TRATAMENTO

Este possui como intuito principal aliviar a dor e diminuir o inchaço. Dependendo da gravidade, muitas alternativas podem ser tomadas. Na maioria das vezes o uso de anti-inflamatórios já ajuda bastante. Algumas outras se faz necessário o uso de imunossupressores. Raramente a cirurgia é visada, porém em situações extremas pode ser preciso substituir uma articulação destruída por uma prótese. O prognóstico costuma ser positivo.
Fisioterapias são fundamentais para a efetividade do tratamento. Repouso e uma boa alimentação também são indicados. Não existe cura para a artrite psoriática. Esta é uma doença crônica e o paciente precisa aprender a conviver com ela. Em alguns períodos pode haver piora, em outros melhora. Desta forma, é imprescindível seguir à risca as orientações médicas e o uso dos medicamentos. A dor e o inchaço podem ser controlados. Um indivíduo com tal enfermidade consegue levar uma vida normal quando do diagnóstico precoce. Consulte sempre um médico e realize exames de rotina. Nunca faça automedicações, já que uma doença mais perigosa pode estar sendo mascarada. Acima de tudo, diante de qualquer sinal, não hesite em procurar por um profissional. Somente ele poderá definir a melhor abordagem.
Fonte: http://www.saudemedicina.com/artrite-psoriatica/

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Placenta prévia

Placenta prévia

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

O que é placenta prévia? É um problema comum?

A placenta prévia, também conhecida como placenta de inserção baixa, é uma complicação da gravidez causada pelo posicionamento da placenta, que se implanta na parte inferior do útero, cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero. De três a seis mulheres entre cada mil grávidas tem o problema. O sangramento pode ser um dos sintomas. Conforme a parte inferior do útero estica, na segunda metade da gravidez, a placenta pode se descolar, provocando uma hemorragia. Se a placenta estiver obstruindo completamente o colo do útero, o parto normal se torna impossível. 

A hemorragia representa risco de vida tanto para a mãe quanto para o bebê, mas é raro que ocorra morte. Se o sangramento não puder ser contido, ou se a mulher entrar em trabalho de parto prematuro, o bebê terá de nascer por cesariana, mesmo que ainda faltem várias semanas para a data prevista para o parto. 

A placenta prévia pode ser dividida em quatro tipos, sendo que os dois primeiros são os mais comuns: 
I - a placenta tem inserção baixa no útero, mas o parto normal ainda é possível. 
II - o extremo inferior da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero, mas não o fecha, portanto o bebê pode nascer de parto normal. 
III - a placenta cobre parcialmente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana. 
IV - a placenta cobre completamente a abertura do colo do útero. O bebê terá de nascer via cesariana. 

Se no começo da gravidez você fizer um ultra-som e a placenta parecer estar perto do colo do útero, ou até o encobrindo, não é preciso se assustar. É quase certo não se tratar de um caso de placenta prévia. À medida que o bebê cresce, o útero aumenta e naturalmente afasta a placenta do colo do útero. Mesmo que a placenta ainda esteja baixa no ultra-som morfológico, por volta de 20 semanas, pode ser que ela não traga problemas quando a hora do parto chegar. 

O recomendável é que, em todos os casos em que a placenta tenha coberto o orifício interno do colo do útero, em qualquer ponto da gravidez, a mulher seja submetida a uma nova ultra-sonografia com 36 semanas. Na grande maioria das vezes, o exame mostrará que a placenta mudou de lugar e já não representa problema na hora do parto.

Como é a placenta prévia?

Quais são os sinais de alerta para a placenta prévia?

Sangramento vaginal sem dor no último trimestre da gravidez costuma ser um sinal de alerta, e é preciso procurar ajuda médica imediatamente se acontecer. Pode ser, no entanto, que não haja nenhum sintoma, e a condição só seja descoberta durante os ultra-sons de rotina.

Existem fatores de risco que predispõem à placenta prévia?

A placenta prévia é mais comum quando a mulher já teve pelo menos uma gravidez. Também há um risco ligeiramente maior para mulheres que já foram submetidas a uma cesariana, que já tiveram um caso de placenta prévia antes ou que fumem. A maioria das mulheres que apresenta placenta prévia não tem nenhum fator de risco específico.

Como a placenta prévia é controlada?

Depende da presença ou não de sangramento e do estágio da gravidez. Se o problema for diagnosticado depois da 20a semana, mas não houver sangramento, a orientação deve ser de evitar o excesso de atividades físicas e o estresse. Se houver hemorragia, a mulher será internada, para que o sangramento seja monitorado. Mesmo que o sangramento seja contido, pode ser que, dependendo da gravidade do caso, os médicos prefiram que a mulher continue no hospital até o nascimento do bebê. 

Os obstetras também costumam aplicar injeções de esteróides para ajudar a amadurecer os pulmões do bebê, para o caso de um parto prematuro. 

Se você tiver placenta prévia, não deixe de avisar sempre que for ser examinada por algum médico ou enfermeira que não saibam do problema. Eles podem preferir evitar fazer exame de toque vaginal. 

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500570/placenta-pr%C3%A9via#ixzz33WWURQPN

http://brasil.babycenter.com/a1500570/placenta-pr%C3%A9via


Vasectomia

Vasectomia: sete perguntas e respostas sobre o assunto


Antes de optar por fazer uma vasectomia, o homem deve pensar cuidadosamente sobre quais informações gostaria de obter sobre o assunto. É importante para os casais que pensam nesta possibilidade procurarem orientação antes da realização do procedimento. Quanto mais souberem a respeito, maior a certeza de uma decisão correta e que deve ser considerada como definitiva.
Consultar uma lista de perguntas e respostas que são frequentemente levantadas por outros casais que já viveram esta situação pode ajudar bastante.
Mesmo podendo ser revertida em cerca de 50% dos casos, toda vasectomia deve ser considerada definitiva.

O que é vasectomia?
O seu nome técnico é deferentectomia. Basicamente, a vasectomia é um procedimento cirúrgico simples realizado por urologistas ou cirurgiões gerais para tornar um homem estéril. É um método comum de contracepção, considerado simples, seguro e eficaz.
Consiste na realização de um corte no canal deferente, tubo que carrega esperma do testículo para se tornar parte do sêmen. É feita a secção bilateral de ambos os canais deferentes, utilizando uma via de acesso mínima. Após esta secção, as bordas criadas dos canais são ligadas (amarradas) ou então eletrocauterizadas, para minimizar o risco de recanalização, pois o organismo tentará curar a “lesão”.
Embora o homem continue a ter relação sexual e ejaculação como antes do procedimento, seu sêmen não vai ter esperma. Consequentemente, ele não será mais capaz de engravidar uma mulher.

O que é uma vasectomia sem bisturi?
É uma técnica de vasectomia que, diferente do método tradicional, não usa um bisturi na sua realização. Não há incisões ou suturas (apenas uma ou duas aberturas na pele) e a cicatrização se dá espontaneamente.
Este método resulta em menos desconforto no pós-operatório, com risco reduzido de sangramentos ouinfecções. Não deixa cicatrizes visíveis e é tão efetivo quanto a vasectomia tradicional.

Quanto tempo leva para fazer este procedimento?
O procedimento em si leva uns 20 minutos, mas com a consulta médica, a preparação e o preenchimento de papeleta leva-se cerca de uma hora até a conclusão do processo.
Pode haver sensibilidade no local, desconforto e edema discretos nos primeiros dois ou três dias, com retorno às atividades rotineiras em cerca de uma semana.
Seguir as instruções médicas cuidadosamente ajuda na recuperação após o procedimento.

Qual é a efetividade da vasectomia sem bisturi?
A vasectomia realizada por qualquer técnica reconhecida é um dos métodos contraceptivos mais efetivos. Embora nenhum procedimento seja 100% seguro ou eficaz, há menos de um por cento de falhas. 
Para comparação, em relação à gravidez, as falhas com o uso de preservativo de látex ficam em torno de 12% e, com o uso de diafragma, 18%.
Casais que desejam uma forma permanente e confiável de contracepção frequentemente escolhem a vasectomia, já que o sucesso fica em torno de 99%.

O que acontece com o esperma?
Como os tubos são bloqueados antes da vesícula seminal e da próstata, o homem continua ejaculando a mesma quantidade de fluido, embora sem esperma.
Os espermatozóides são formados nos testículos, que se dividem em inúmeros septos, e apresentam canais confluentes. No final destes, os espermatozóides atingem o epidídimo, que tem a função de maturação dos mesmos. Saindo do epidídimo, os espermatozóides entram no canal deferente, um tubo muscular que os leva até a próstata por contrações musculares. A próstata também recebe conexões das vesículas seminais, que têm a função de produzir o plasma seminal – uma espécie de sêmen sem espermatozóides. A próstatainterconecta as duas vias, misturando o plasma seminal aos espermatozóides e desaguando na uretra, por onde geralmente são eliminados.
O corpo absorve as células espermáticas não usadas normalmente – se você fez ou não uma vasectomia. Depois do procedimento, os testículos continuam a produzir esperma, mas eles não deixam o corpo através do sêmen. Eles dissolvem-se e são simplesmente e naturalmente absorvidos pelo organismo.

Existem riscos de complicações?
Sim. Como em qualquer outro procedimento cirúrgico, pode haver complicações, e você deve perguntar ao seu médico o que deve fazer nesta situação.
Entretanto, qualquer tipo de vasectomia está entre as técnicas cirúrgicas mais seguras e a maioria das complicações, caso haja alguma, é habitualmente fácil de tratar.
As complicações incluem:
  • Dor no local. Esta dor é tratada com sucesso por medicamentos, mas algumas vezes a remoção doepidídimo é recomendada.
  • Uma chance de infecção, sangramento e ferimento passageiros.
  • Formação de granuloma.
  • Edema temporário e acúmulo de líquidos.
  • Em raros casos, o canal deferente pode ter uma recanalização espontânea e o homem tornar-se fértil novamente. Isto acontece em menos de 1% dos casos e está relacionado à experiência do cirurgião e à técnica cirúrgica aplicada.
  • Existe uma complicação clássica da vasectomia, chamada Síndrome da Dor pós-Vasectomia, que pode ocorrer em 5% a 30% dos casos (dependendo da intensidade da dor), e consiste em dor crônica persistente.

O que devo levar em consideração antes de fazer uma vasectomia?
Para ter certeza de que quer mesmo fazer uma vasectomia, esteja certo de que no futuro você não vai querer ser pai novamente. Pense se esta decisão não mudaria depois dos seguintes eventos em sua vida:
  • Se você já é pai, caso um de seus filhos falecesse ou mesmo mais do que um, você gostaria de ter um outro filho?
  • E se você se divorciar e perder a guarda de seus filhos?
  • E se você vier a ter uma nova companheira que deseja ter filhos?
  • Caso sua situação financeira melhore, seu desejo de ter mais filhos pode mudar?
  • Quando seus filhos crescerem, possivelmente vão deixar a sua casa. Você gostaria de ter novas crianças suas por lá?
Você não deve ignorar os efeitos psicológicos da impossibilidade de ter filhos. Pense neles.
A vasectomia não é habitualmente recomendada a homens que consideram guardar seus espermas em um banco de esperma, caso decidam ter mais filhos futuramente. Converse sobre outros métodos contraceptivos com seu médico, sua parceira e procure muitas informações antes de tomar esta decisão. Tudo deve ser muito bem pensado e planejado.
ABC.MED.BR, 2010. Vasectomia: sete perguntas e respostas sobre o assunto. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-do-homem/59834/vasectomia-sete-perguntas-e-respostas-sobre-o-assunto.htm>. Acesso em: 2 jun. 2014.

GRAVIDEZ ECTÓPICA | Sintomas e tratamento

GRAVIDEZ ECTÓPICA | Sintomas e tratamento

Gravidez ectópica é um problema que surge quando o óvulo fecundado implanta-se de forma equivocada em outras estruturas que não o útero. A forma mais comum de gravidez ectópica é a gravidez tubária, que ocorre dentro das trompas de Falópio.
Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a gravidez ectópica:
  • O que é gravidez ectópica.
  • Fatores de risco para gravidez ectópica.
  • Sintomas da gravidez ectópica.
  • Diagnóstico da gravidez ectópica.
  • Tratamento da gravidez ectópica.


O que é gravidez ectópica

O processo normal de formação de uma gestação consiste nos seguintes passos:
Ovulação → migração do óvulo para uma das tubas uterinas (trompas de Falópio) → encontro do óvulo com um espermatozoide → fecundação do óvulo → migração do ovo (óvulo fecundado) pela tuba uterina em direção ao útero → implantação do ovo na parede do útero.
Gravidez ectópica
A gravidez ectópica surge quando algo de errado ocorre nos 2 últimos passos. Em 98% dos casos de gestação ectópica, o ovo não percorre todo o caminho e acaba se alojando precocemente na parede de uma das trompas. Nos 2% restantes, a implantação do ovo ocorre em outras estruturas, como ovário, colo do útero ou cavidade abdominal.
A gravidez ectópica é uma gestação sem futuro. O ovo além de não conseguir se desenvolver normalmente fora do útero, também pode causar grave lesão das estruturas que o rodeiam. Se não for tratada, a gravidez ectópica apresenta elevado risco de morte. Até o princípio do século XX, a mortalidade situava-se acima de 50%. Felizmente, com as atuais técnicas de diagnóstico e tratamento, a taxa de mortalidade da gravidez ectópica caiu para menos de 0,05%.
Gestações fora do útero correspondem a cerca de 1 a 2% de todas as gravidezes. O diagnóstico costuma ser feito ao redor da 8 semana de gravidez.

Fatores de risco para gravidez ectópica

Diversos fatores de risco já foram identificados, sendo alguns deles mais importantes do que outros. Na maioria dos casos, o problema encontra-se nas trompas, que por estarem inflamadas, infectadas ou estruturalmente danificadas, fazem com que o ovo tenha dificuldade de completar sua migração em direção ao útero.
Vamos citar alguns dos fatores de risco mais conhecidos. Em geral, todos eles, direta ou indiretamente, estão relacionados a infecções ou problemas anatômicos das trompas.
1) Fatores que elevam muito o risco de gravidez ectópica:
- Inflamação ou infecção ativa da trompa de Falópio (salpingite).
- Lesão estruturais da trompa de Falópio por inflamações prévias.
- Cirurgia prévia das trompas.
- Falhas da ligadura de trompa.
- Episódio de gravidez ectópica prévia.
- Uso de DIU (o DIU raramente falha, mas quando isso ocorre, o risco de gravidez tubária é elevadíssimo).
2) Fatores que elevam moderadamente o risco de gravidez ectópica:
- Tabagismo.
- Engravidar com tratamento para infertilidade.
- Infecção ginecológica prévia por clamídia ou gonorreia.
- Já ter tido um quadro de DIP (doença inflamatória pélvica).
- História de múltiplos parceiros sexuais.
3) Fatores que elevam levemente o risco de gravidez ectópica:
- Cirurgia abdominal ou pélvica prévia.
- Costume de realizar ducha vaginal.
- Gravidez antes dos 18 anos.

Sintomas da gravidez ectópica

Em algumas mulheres, os sintomas iniciais da gravidez ectópica não são diferentes daqueles que ocorrem em uma gravidez tópica, como ausência de menstruação, enjoos, aumento dos seios, vontade de fazer xixi a toda hora, etc.. Assim como ocorre nas gestações normais, o teste de gravidez também é positivo na gravidez fora do útero.
Na maioria dos casos, porém, as mulheres não apresentam sinais ou sintomas inicialmente e nem sequer desconfiam que estejam grávidas quando os primeiros sinais da gravidez ectópica surgem ao redor da 6ª a 8ª semanas de gestação. É muito comum a paciente com gravidez ectópica procurar atendimento médico com a seguinte tríade de sintomas:
- Dor abdominal.
- Atraso menstrual.
- Sangramento vaginal.
Nem sempre esses 3 sintomas estão presentes ao mesmo tempo, mas são eles os mais comuns de uma gestação ectópica.
A dor abdominal é geralmente unilateral, mas pode ser difusa, apenas com maior intensidade do lado da trompa afetada. A dor varia de moderada e grande intensidade, dependendo do grau de evolução da doença. Se houver sangramento pela trompa, a paciente pode-se queixar de dor com irradiação para o ombro ou apresentar intensa vontade e dor ao evacuar. Ao exame físico, pode-se sentir uma massa na região inguinal (virilha).
Se houver rotura da trompa (gravidez ectópica rota), a dor abdominal torna-se intensa, e surgem sinais de peritonite (inflamação do peritônio, membrana que recobre os órgãos intra-abdominais). Nestes casos, o sangramento pode ser volumoso e a paciente corre risco de entrar em choque circulatório .
O sangramento vaginal da gravidez ectópica costuma ser leve, mas, em alguns casos, pode ser intenso. Sua coloração pode ser vermelho vivo ou bem escuro. O sangramento é, habitualmente, diferente do sangramento menstrual.

Diagnóstico da gravidez ectópica

É muito difícil estabelecer o diagnóstico de gravidez ectópica apenas pelos sintomas. Geralmente, o diagnóstico é obtido após um exame ginecológico e uma ultrassonografia transvaginal. Um Beta hCG positivo,  que apresenta elevação dos valores mais lenta que o habitual, e a ausência de embrião dentro do útero são dicas importantes na investigação do quadro. Quando a gravidez é muito precoce, nem sempre é fácil identificar a localização do embrião ectópico. Às vezes, é preciso esperar alguns dias para se conseguir definir o diagnóstico com certeza.

Tratamento da gravidez ectópica

Nenhuma gravidez ectópica tem futuro, e o risco de morte da mãe, se não tratada, é muito elevado. Por isso, todas as modalidades de tratamento visam a retirada do embrião antes que surjam maiores complicações.
Existe tratamento cirúrgico e tratamento medicamentoso para gestação ectópica.
1- Tratamento medicamentoso para a gravidez ectópica
Se a gravidez ectópica for diagnosticada precocemente, é possível administrar drogas que impeçam o desenvolvimento do embrião, fazendo com que o mesmo involua. A droga habitualmente usada é o metotrexato por via intramuscular em dose única. Atualmente, cerca de 1/3 das gestações ectópicas são tratadas com metotrexato.
As indicações para o tratamento medicamentoso são: um embrião com menos de 4 cm, ausência de batimento cardíaco no feto, ausência de sinais de rutura da trompa e beta hCG com valor menor que 5000 mIU/mL.
Após a injeção, o obstetra acompanha a gestante com dosagens seriadas do beta hCG. O objetivo é que os valores comecem a cair e cheguem a zero. Se após a primeira injeção não houver resposta, uma segunda dose de metotrexato pode ser administrada.
2- Tratamento cirúrgico para a gravidez ectópica
Historicamente o tratamento da gravidez ectópica sempre foi feito com cirurgia para remoção do embrião mal implantado. Atualmente, a cirurgia ainda é o tratamento de escolha para cerca de 60% dos casos.
Na maioria as situações, a cirurgia é feita por via laparoscópica. O objetivo é remover o embrião e reparar a área danificada da trompa.
Nos casos emergenciais, com volumoso sangramento ou rutura da trompa, a cirurgia aberta tradicional é a forma mais indicada. Nem sempre é possível reparar a trompa, e a mesma pode ter que ser removida para controle da situação. Mesmo com a retirada da trompa, a mulher pode engravidar posteriormente, caso a trompa do outro lado esteja saudável.

Fonte: http://www.mdsaude.com/2013/10/gravidez-ectopica.html