terça-feira, 29 de novembro de 2016

Coulrofobia

Coulrofobia (Medo de palhaços): Causas, sintomas, tratamentos


Coulrofobia – Medo de palhaços persistente e irracional

Pessoas com medo de palhaços, coulrofóbicas, relatam se sentir “abaladas e traumatizadas” com a visão ou mesmo o simples pensamento sobre palhaços. Um estudo realizado por um Hospital no Reino Unido mostrou que decorar a enfermaria infantil com imagens de palhaços realmente saiu pela culatra quando mais de 250 crianças (na faixa etária de 4 a 16) relataram não gostar das imagens.
Não são apenas as crianças que sofrem deste medo; muitas pessoas que têm este transtorno de ansiedade específico são adultos de meia-idade. Romances como o de Stephen King, que deu origem ao filme A coisa, aterrorizaram muitos americanos adultos e causaram um ataque de histeria em massa pelo medo de palhaços. Assim, Stephen King fez com A Coisa o mesmo que Hitchcock com Psicose fez em relação aos chuveiros. Acredita-se que a ideia do palhaço do livro/filme  pode ter se originado a partir próprio medo de palhaços do autor.

O que causa Coulrofobia?

Como dito acima, representações de palhaços maus nos meios de comunicação é um grande contribuinte para incutir essa fobia em jovens ou adultos ansiosos.
Palhaços e bobos da corte existiram durante milhares de anos. Mesmo imperadores e reis no Egito, China e Europa permitiram que seus bobos da corte zombassem deles, como ninguém mais podia. Era uma posição muito importante no reino. O palhaço ou o Louco foi o ‘idiota da aldeia que foi autorizado a fazer blasfêmias”.
Ele poderia ter sido um excêntrico inofensivo que era “obscenamente humorístico” ou desinibido em seus atos sexuais. De fato: em muitas celebrações tribais, palhaços realizaram atos sexuais como masturbação, sexo e sodomia na frente de toda a tribo. Estas associações são conhecidas como existentes nas modernas representações da cultura pop e da mídia.
Os psicólogos também acreditam que, como no caso de outras fobias específicas, o medo de palhaços poderia ser profundamente enraizado na infância, principalmente porque as crianças com idade inferior a 4 anos são altamente reativas a rostos desconhecidos.

Os sintomas de Coulrofobia

Como no caso de outras fobias, a coulrofobia também produz muitos sintomas físicos, emocionais e mentais, como os seguintes:
  • Suor em excesso
  • Náusea
  • Sentimentos de medo
  • Batimento cardíaco acelerado e respiração rápida
  • Choros e gritos
  • Irritação por ter sido colocado numa situação em que palhaços estão presentes.

Tratamento para perder medo de palhaços

O medo de palhaços é tratado da mesma forma que outras fobias são: gradualmente entrando em contato com o objeto de seu medo de modo que se tenha uma resposta mais controlada a esse objeto. Uma técnica bastante usada é a dessensibilização gradual ou sistemática feita com a ajuda de um terapeuta treinado.
Felizmente, Coulrofobia não afeta a vida diária, já que os coulrofóbicos geralmente podem evitar situações (circos, festas de aniversário, etc.), onde é mais provável encontrar palhaços. No entanto, se a fobia interfere com a vida profissional ou pessoal, é melhor procurar aconselhamento psicoterápico. Uma boa opção é são psicólogos que trabalham com a Terapia cognitivo-comportamental (TCC).
É perfeitamente possível curar a coulrofobia e perder o medo de palhaços.
Fonte: http://psicoativo.com/2015/12/coulrofobia-medo-de-palhacos-causas-sintomas-tratamentos.html



sábado, 24 de setembro de 2016

Ejaculação retrógrada, retardada e anejaculação

Ejaculação retrógrada, retardada e anejaculação

          A ejaculação retrógrada consiste basicamente na deposição do sêmen, após o orgasmo, na bexiga. Muito comum após a cirurgia de RTU de próstata, ocorre também em pacientes diabéticos, onde o uso correto de medicações simpatomiméticas irão corrigir o distúrbio, com elevados índices de resposta. O esfincter uretral masculino interno, quando incompetente, tanto por ressecção cirúrgia ou por falta de coaptação de suas bordas por falta de contratilidade são causadores da ejaculação retrógrada.

          A ejaculação retardada pode ser definida como uma persistente dificuldade de conseguir ejacular, apesar da presença de ereção peniana, desejo sexual e estimulação sexual. Estima-se que ocorra entre 2 a 8% dos homens.
          A maioria dos homens ejacula entre 2 e 4 minutos após a penetração vaginal e o início dos movimentos pélvicos. De certa forma, a ejaculação retardada é o oposto da ejaculação precoce.

          Em princípio, poder-se-ia pensar que se trata de uma condição favorável ao exercício da sexualidade, já que muitas mulheres necessitam de um longo tempo de estimulação sexual para obter o orgasmo. Porém, após cerca de 30 minutos ou mais, quando a parceira já chegou ao orgasmo, o homem duvida se chegará ao final e a esse tempo a parceira já perdeu parte ou todo o estímulo sexual, bem como sua lubrificação vaginal transformando o prazer em dor e constrangimento para ambos. Não é difícil imaginar que anseios ambos carregarão e defrontar-se-ão na próxima vez em que forem se relacionar sexualmente. Na sua mais grave forma, a ejaculação retardada pode manifestar-se por uma completa incompetência ejaculatória, onde o homem é incapaz de ejacular dentro da vagina.

          Existe uma razão particular, comum, para que a ejaculação retardada ocorra: muitos homens têm seus primeiros orgasmos por masturbação onde apertam excessivamente o pênis com as mãos, no intuito de atingirem rapidamente o clímax. Cria-se então a falsa idéia de que a mesma pressão ao redor do pênis é necessária para a obtenção do orgasmo por penetração vaginal. Como a vagina exerce menos pressão sobre o pênis que as mãos de quem se masturba, o homem anteriormente "treinado" para responder a um certo grau de pressão peniana , percebe a pressão exercida pela vagina como estímulo insuficiente para o orgasmo e não consegue ejacular pelo "suave" estímulo vaginal sobre o pênis.

          Na maioria dos casos as causas são de natureza psicológica, visto que a maioria dos pacientes consegue ejacular por masturbação ou por emissões noturnas após sonhos eróticos. As causas orgânicas mais encontradas são: distúrbios hormonais, diabetes, lesões dos nervos da medula ou pélvicos, cirurgias pélvicas, distúrbios da próstata, uso continuado de alguns medicamentos, especialmente os anti-depressivos, abuso de álcool e drogas. Vários estados psicológicos podem inibir o reflexo ejaculatório: 1-Situações de stress ou embaraço, cujo exemplo clássico é a coleta de esperma para exames, ocasião em que muitos homens não conseguem ejacular. 2-Medo ou ansiedade com respeito à gravidez. 3-Preocupação excessiva com o orgasmo da parceira. 4-Crenças religiosas ou pessoais que consideram o sexo como sujo ou apenas para fins reprodutivos. 5-Conflito de identidade sexual, tendências homossexuais. 6-Lembranças traumáticas por ter sido flagrado durante masturbação ou relação sexual "ilícita". 7-Preocupações diversas, conscientes ou inconscientes durante o ato sexual.

          O tratamento deve começar pela investigação urológica de possíveis causas orgânicas e tratá-las quando possível. Se o paciente está usando medicamentos que tenham como efeito adverso a inibição do reflexo ejaculatório, deverá discutir com seu médico a possibilidade de interromper ou mudar o tratamento. Se o homem é capaz de ejacular por masturbação ou por sonhos eróticos, uma causa orgânica está praticamente descartada e ajuda de um terapeuta sexual está indicada. Porem, o seguinte pode ser tentado antes:

          Converse com a parceira, abra o jogo sobre suas preferencias sexuais, ensine-a como lhe estimular adequadamente, com as mãos ou sexo oral, por exemplo. Relaxe, concentre-se no que lhe estimule sexualmente e nos carinhos da parceira, fantasie. Contrair e relaxar a musculatura das nádegas ajuda a apressar o orgasmo. Procure as posições sexuais que sejam mais estimulantes. Existe uma seqüência de exercícios, um treinamento que pode ser tentado em conjunto com a parceira, por tantas sessões quantas forem necessárias para controlar a situação, sem se preocupar com o tempo em cada passo ou estádio. Eis os passos:1-Masturbe-se na presença da parceira até conseguir ejacular. 2-A parceira lhe masturba até a ejaculação. 3-Gradualmente, ejacule, por masturbação, mais perto da vagina, ainda pelas mãos da parceira. 4-A parceira começa a lhe masturbar, com o pênis próximo à vagina; quando estiver bem próximo do orgasmo, a parceira introduz o pênis na vagina e o homem segue com movimentos de penetração até ejacular dentro da vagina.

          Diferente da ejaculação retardada, a ausência de ejaculação durante o orgasmo ou anejaculação em homens que o faziam normalmente, deve-se quase sempre a fatores orgânicos. Eis os mais comuns: 1-Uso de medicamentos que relaxam o colo da bexiga, para tratamento de distúrbios urinários, por exemplo. 2-Após certos tipos de cirurgias pélvicas onde as vias nervosas responsáveis pela ejaculação são lesadas. 3-Após cirurgias da próstata onde a ejaculação ocorre na direção inversa(retrógrada), ou seja, o esperma vai para dentro da bexiga em vez de exteriorizar-se através da uretra. Na próxima vez que o paciente urinar, o esperma será eliminado junto com a urina.

          Alguns casos de anejaculação podem ser tratados por modificações nas doses ou tipos de medicamentos usados; os casos devidos às seqüelas de cirurgias têm menos possibilidades de tratamento, visto que algumas alterações anatômicas decorrentes são irreversíveis.

          Tanto ejaculação retardada quanto a anejaculação deverão ser inicialmente investigadas por um urologista-TiSBU, que diagnosticará as causas e identificará o melhor tratamento para o caso em questão. O tratamento é extremamente eficaz quando se dá com o acompanhamento médico adequado, além do emprego de medicações específicas para cada caso.


Fonte: http://drandre.site.med.br/index.asp?PageName=Ejacula-E7-E3o-20retr-F3grada-2C-20retardada-20e-20anejacula-E7-E3o


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ressecção transuretral da próstata

Ressecção transuretral da próstata

Panorama geral

A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz que produz o fluido seminal. Essa glândula cerca a uretra, o tubo que conecta a bexiga urinária ao exterior do corpo Com a idade, a próstata frequentemente aumenta de tamanho e espreme a uretra, dificultando a micção. Esse distúrbio é chamado de hipertrofia prostática benigna ou aumento da próstata.
Se a próstata ficar grande demais, o médico poderá recomendar um procedimento conhecido como resseção transuretral de próstata (RTUP). Esse procedimento cirúrgico pode aliviar os sintomas incômodos e/ou dolorosos associadas com a próstata aumentada.

Candidatos

A próstata naturalmente aumenta conforme o homem envelhece. De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health - NIH) dos EUA, o aumento da próstata ocorre normalmente em homens com mais de 40 anos de idade. Aos 80 anos de idade, mais de 90% dos homens tem a próstata aumentada (NIH, 2011).
Geralmente, a cirurgia não é primeira opção tratamento para os sintomas, mas pode ser recomendada se a medicação e outros tratamentos não aliviarem os sintomas. Alguns sintomas que podem indicar a necessidade de resseção transuretral de próstata podem incluir:
  • a bexiga nunca parece estar vazia;
  • infecções do trato urinário;
  • sangramento da próstata;
  • aumento na necessidade de urinar, especialmente à noite;
  • pedras na bexiga;
  • micção lenta;
  • lesão renal.
Se o paciente apresentar esses sintomas, o médico avaliará o estado geral de saúde, a história clínica e o tamanho e a forma da próstata para determinar se a resseção transuretral de próstata é um procedimento adequado para o paciente. Outros procedimentos podem ser menos invasivos e remover um tamanho menor da próstata De acordo com a Mayo Clinic, a resseção transuretral de próstata está associada a uma menor necessidade de tratamentos futuros (Mayo, 2011).

Procedimentos

O procedimento de resseção transuretral de próstata não envolve remoção total da próstata e apenas uma porção é removida Será administrada anestesia geral para o paciente dormir e não sentir dor durante o procedimento. Outra opção é a anestesia raquidiana, na qual o paciente não sente dor nos membros inferiores
O cirurgião usará um tipo especial de instrumento longo e grande chamado ressectoscópio. O ressectoscópio será inserido pela ponta do pênis O instrumento permitirá que o cirurgião visualize a glândula prostática. O médico poderá inserir outros instrumentos cirúrgicos pelo ressectoscópio para remover porções da próstata. O tamanho da parte removida dependerá do tamanho e da forma da próstata.
Assim que o ressectoscópio for removido, um profissional médico inserirá um cateter dentro do pênis para promover o fluxo urinário após a cirurgia para remover coágulos sanguíneos que possam ter se formado. Geralmente, a duração do procedimento é de cerca de uma hora.

Recuperação

O paciente ficará no hospital por um período de um a três dias após o procedimento. Durante esse tempo, líquidos serão administrados pela via endovenosa (EV) várias vezes para aumentar o fluxo urinário. É possível que haja um pouco de sangue ou coágulos na urina durante esse período.
De acordo com a Aurora Healthcare, uma doença rara conhecida como síndrome de resseção transuretral de próstata ou síndrome de resseção transuretral ocorre em quase 2% dos pacientes submetidos ao procedimento de resseção transuretral de próstata (Aurora, 2011). O paciente deverá informar ao médico se apresentar algumas das complicações associadas à síndrome de resseção transuretral, que geralmente ocorrem 24 horas depois da cirurgia. Como por exemplo:
  • mudanças de pressão arterial;
  • batimentos cardíacos anormais;
  • aumento da frequência respiratória;
  • náuseas e vômitos;
  • dificuldade para enxergar;
  • confusão mental;
  • agitação.
O procedimento de resseção transuretral de próstata normalmente requer um período de recuperação de três a seis semanas, nos quais o paciente deve evitar atividades físicas extenuantes. O paciente deverá informar ao médico se apresentar sintomas de infecção como febre, sangramento persistente, impotência com duração de mais de três meses ou dor que não pode ser controlada com medicamentos.

Efeitos colaterais

Como o procedimento é invasivo e requer anestesia, podem ocorrer efeitos colaterais. Além da síndrome de resseção transuretral de próstata, os efeitos colaterais podem incluir:
  • coágulos sanguíneos;
  • dificuldade para respirar;
  • risco de infecção;
  • perda de sangue;
  • infarto ou AVC (derrame);
  • reação alérgica à anestesia.
Como a próstata e região circundante é composta por tecidos delicados, é possível que o paciente apresente algumas complicações como por exemplo:
  • dificuldade para controlar o fluxo urinário;
  • infertilidade;
  • dificuldade de manter ou ter uma ereção;
  • estenose uretral que limita o fluxo da urina;
  • ejaculação retrógrada (o fluxo de sêmen retorna para a bexiga);
  • danos aos órgãos internos
O paciente deve conversar com o médico sobre esses riscos para determinar se o procedimento de resseção transuretral de próstata é a melhor opção para ele.

Fonte: http://pt.healthline.com/health/resseccao-transuretral-da-prostata#Efeitoscolaterais5


quinta-feira, 7 de julho de 2016

A importância da adesão ao tratamento médico

A importância da adesão ao tratamento médico

A adesão ao tratamento se dá quando o comportamento do paciente coincide com as orientações para controlar ou curar a sua doença. Mas nem sempre isso acontece. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), menos de 60% dos pacientes com diabetes e menos de 40% dos pacientes hipertensos seguem as prescrições, por exemplo.

A questão é complexa, pois não se trata somente de seguir o que foi indicado pelo médico. A adesão ao tratamento engloba fatores socioeconômicos, questões relacionadas com o tratamento, com o paciente – sua compreensão sobre os benefícios, aceitação de uma eventual mudança no seu estilo de vida etc. -, a própria doença e até, eventualmente, aspectos referentes ao sistema de saúde.

Mas, seja qual for o motivo ou o conjunto de circunstâncias que podem levar uma pessoa a interromper o seu tratamento antes do término, a terapia prescrita deve ser seguida rigorosamente.

Pois, do contrário, há o risco do problema de saúde não ter sido solucionado, apesar de, em alguns casos, haver uma aparente melhora. Nos casos de tratamentos antiinfecciosos, por exemplo, diversos agentes infecciosos podem adquirir resistência a eles se houver interrupção, o que dificultará estabelecer um novo tratamento.

E os riscos podem não ser apenas para si próprio, mas, em alguns casos, também para as pessoas com quem o paciente possa ter contato. Um exemplo disso é a tuberculose. O principal problema de saúde pública enfrentado no seu tratamento é exatamente a interrupção dos medicamentos antes do prazo previsto.

No intervalo entre o segundo e o sexto mês, o paciente acha que está curado por não apresentar mais os sintoma e não toma mais os remédios. Mas a medicação deve ser mantida por seis meses para evitar que os organismos que causam a infecção fiquem resistentes a ela. Do contrário, os remédios indicados deixam de ser eficientes para o paciente e também para a população por ele infectada.

No caso de doenças crônicas, apenas cerca de metade dos pacientes toma a medicação corretamente em 80% do tempo. E a adesão diminui na medida em que o número de medicamentos, de doses e do tempo do tratamento aumenta, bem como se há interferência nas atividades, no estilo de vida e nos hábitos alimentares, se existem efeitos colaterais, se o paciente vê a sua doença de uma forma pessimista e, até, se a interação com o profissional de saúde é deficiente.

Os riscos de interromper o tratamento sem supervisão médica são grandes. A hipertensão arterial, por exemplo, ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. A hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Já no diabetes, podem acontecer inúmeras complicações: lesões na retina com perda da acuidade visual, endurecimento e espessamento das paredes das artérias, redução progressiva da função dos rins, o conhecido “pé diabético”, com desenvolvimento de úlceras que podem complicar e levar à amputação do membro, infarto do miocárdio, AVC, infecções e hipertensão.

Por isso, seja qual for o seu problema de saúde, é importante esclarecer todas as dúvidas com o médico, tais como entender quais os riscos/benefícios do tratamento, como ele pode afetar os hábitos diários e em quais situações o uso pode ser interrompido.

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Fontes


terça-feira, 7 de junho de 2016

Exames de anticorpos

Exames de anticorpos


O que são?

Os exames de anticorpos envolvem a análise de uma amostra (geralmente sangue) para mostrar a presença de um anticorpo (exame qualitativo) ou para medir a quantidade de um anticorpo (exame quantitativo).
Anticorpos são produzidos pelo sistema imunológico. São proteínas (imunoglobulinas) que protegem as pessoas contra invasores microscópicos como vírus, bactérias, substâncias químicas e toxinas. Cada anticorpo produzido reconhece uma estrutura específica de uma célula ou partícula invasiva. A estrutura específica reconhecida é chamada antígeno. Anticorpos se ligam aos antígenos, criando complexos antígeno-anticorpo (complexos imunes), que servem de sinal para a destruição do antígeno pelo sistema imunológico.
Existem cinco classes diferentes de imunoglobulinas (IgM, IgG, IgE, IgA e IgD). As três imunoglobulinas investigadas com maior frequência em exames são IgM, IgG e IgE. Os anticorpos IgM e IgG têm ação conjunta na proteção imediata e a longo prazo contra infecções. Os anticorpos IgE estão associados a alergias.
Na primeira vez que alguém é exposto a um agente infeccioso, como um vírus ou uma bactéria, o sistema imunológico demora algum tempo para reconhecer os antígenos envolvidos e produzir anticorpos específicos em quantidade suficiente para combater a infecção. A resposta inicial é formada por anticorpos IgM. Algum tempo depois, inicia-se a produção de anticorpos IgG. O corpo se “lembra” e mantém um pequeno estoque de anticorpos (uma mistura de IgM e IgG). Na próxima vez que for exposto ao mesmo micro-organismo, responde com mais intensidade e rapidez, fornecendo proteção principalmente por meio de anticorpos IgG.
Vacinas destinam-se a estimular a produção de anticorpos antes da exposição a um micro-organismo potencialmente infectante. As vacinas utilizam tanto uma versão atenuada do micro-organismo (que não pode causar infecção) como uma proteína isolada da superfície do micro-organismo. Assim, a vacina simula uma exposição inicial relativamente segura para gerar proteção futura. As vacinas produzem uma resposta inicial com produção de anticorpos IgM seguida de produção de anticorpos IgG. Os anticorpos gerados pela vacina dão proteção a longo prazo e produzem uma resposta rápida imunidade) à infecção. Doses adicionais de reforço são administradas às vezes após a primeira vacinação para aumentar a concentração de anticorpos no sangue até um nível considerado suficientemente protetor.
A produção adequada de anticorpos depende da capacidade do corpo de distinguir entre substâncias próprias e estranhas e de identificar corretamente as que são estranhas e que representam riscos. Normalmente, o sistema imunológico de uma pessoa identifica e ignora os antígenos que estão presentes no próprio corpo. Às vezes, porém, identifica uma parte do corpo da pessoa como estranha e produz autoanticorpos contra ela. Esses autoanticorpos provocam uma reação inflamatória que causa lesão dos tecidos envolvidos. Uma resposta autoimune pode afetar um único órgão (como a glândula tireoide) ou sersistêmica, atingindo muitos tecidos ou órgãos. Essas reações induzidas por autoanticorpos causam os distúrbios autoimunesou doenças autoimunes.
Os anticorpos também podem provocar respostas imunológicas a transfusões de sangue e a transplantes de órgãos. Embora sejam fornecidos ao paciente sangue ou órgãos que correspondam o máximo possível a seus próprios antígenos, para minimizar a probabilidade de uma resposta imunológica, a correspondência não é perfeita. Os antígenos no sangue administrado durante uma transfusão podem provocar uma reação imunológica denominada reação transfusional. Todos os pacientes que recebem sangue de doadores devem ser observados com cuidado para detecção e tratamento dessas reações. Antígenos de órgãos transplantados podem estimular uma resposta imunológica que causa a rejeição do órgão. Os pacientes transplantados são tratados com medicamentos para suprimir o sistema imunológico e evitar rejeição do órgão transplantado.
Às vezes, o sistema imunológico de uma pessoa responde a substâncias estranhas que não representariam risco e não provocam reações imunológicas na maioria das pessoas. Essas respostas são denominadas alergias (ou hipersensibilidades), e envolvem a geração de anticorpos IgE. As substâncias estranhas que provocam reações alérgicas incluem alimentos, pólen, fungos e pelos de animais. Há vários tipos diferentes de alergias, e as reações alérgicas podem variar de irritações leves a situações graves, com risco de vida.

Por que são feitos os testes de anticorpos?

Os exames de anticorpos são usados para:
  • Documentar a exposição a um agente infeccioso
  • Avaliar o nível de proteção (estado de imunidade) contra um micro-organismo específico
  • Diagnosticar um distúrbio autoimune
  • Diagnosticar a razão de uma reação transfusional ou da rejeição de um órgão transplantado
  • Diagnosticar uma alergia
  • Monitorar a evolução de uma infecção ou de um processo autoimune
Os exames de anticorpos são individuais e específicos para a doença envolvida. São pedidos isoladamente ou em combinações, dependendo dos sintomas do paciente ou das informações que o médico quer obter. Se ele suspeitar de uma infecção presente, podem ser colhidas duas amostras (denominadas amostra aguda e amostra convalescente) para pesquisar alterações nos níveis de anticorpos.
Alguns exames de anticorpos visam especificamente anticorpos IgM, IgG, IgA ou IgE. Anticorpos IgG e IgM são usados para diagnosticar e monitorar doenças infecciosas ou para determinar o estado imunológico. Anticorpos IgE são usados para investigar alergias. Anticorpos IgA são pesquisados em testes alérgicos e para diagnosticar a doença celíaca.

O que significam os resultados dos exames?

Os exames de anticorpos envolvem a mistura da amostra do paciente com um antígeno conhecido. Se um anticorpo estiver presente na amostra e se ligar ao antígeno conhecido, pode ser medida a formação do complexo antígeno-anticorpo.
Não há realmente uma concentração “normal” de anticorpo, já que as pessoas os produzem em quantidades diferentes. Pacientes com os sistemas imunológicos comprometidos podem não ser capazes de responder normalmente, produzindo menos anticorpos ou respondendo mais devagar à exposição antigênica. O significado detalhado de um resultado de exame de anticorpos depende dos sintomas do paciente e das circunstâncias específicas que levaram à realização do teste.
Os resultados podem ser relatados de uma maneira qualitativa como “detectado” ou “não detectado” em caso de anticorpos contra agentes que causam infecções crônicas (como HIV), quando qualquer quantidade de anticorpos é considerada significativa. Eles podem ser relatados como “maior que” um nível particular de anticorpos, significando que a pessoa tem ou não tem anticorpos suficientes para evitar infecção (imunizado) ou não. Os resultados também podem ser descritos como um número representando a quantidade presente de anticorpos.
Às vezes, são usados os títulos de anticorpos para descrever a quantidade do anticorpo presente. São testadas diversas diluições da amostra, e a diluição mais alta que é ainda positiva é relatada como uma relação “1 para a taxa de diluição” (por exemplo, 1:40 ou 1:320).
A detecção de anticorpos IgM indica uma exposição inicial recente a um antígeno, e a detecção de anticorpos IgG ou totais (IgG e IgM) indica a exposição há mais tempo.
Altos níveis de anticorpos individuais IgE podem auxiliar no diagnóstico de uma alergia, mas eles não se correlacionam com a gravidade dos sintomas que um paciente pode apresentar. Um paciente que evita um alergênio durante algum tempo, como amendoim, pode ter concentração de anticorpos IgE anti-amendoim baixa ou moderada no exame, mas, em uma exposição subsequente, é possível que a concentração do anticorpo aumente novamente.

Exames de anticorpos 

Doenças e estados clínicos neste site que usam exames de anticorpos

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Fontes do artigo

NOTA: Este artigo se baseia em pesquisas que incluíram as fontes citadas e a experiência coletiva de Lab Tests OnlineConselho de Revisão Editorial. Este artigo é submetido a revisões periódicas do Conselho Editorial, e pode ser atualizado como resultado dessas revisões. Novas fontes citadas serão adicionadas à lista e distinguidas das fontes originais usadas.
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Fonte: http://www.labtestsonline.org.br/understanding/analytes/antibody-tests/
Foto: https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=599&q=Exames+de+anticorpos&oq=Exames+de+anticorpos&gs_l=img.12..0i24l4.718.718.0.1760.1.1.0.0.0.0.292.292.2-1.1.0....0...1ac.1.64.img..0.1.292.NkAitG5Wq0I#imgrc=Voo_VfoT02pBpM%3A