segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Doenças transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez

Que doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez e amamentação?


São várias as doenças que podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez e a amamentação, como sífilis, HIV, toxoplasmose, rubéola, entre outras.
Durante a gestação, a transmissão pode ocorrer devido à permeabilidade da placenta a esses agentes infecciosos, dependendo do trimestre da gravidez, do tipo de agente infeccioso e do estado imunológico da mãe. A transmissão de doenças pela amamentação já é menos comum, mas pode ocorrer.
Algumas doenças que podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez:
  • Rubéola: Se for adquirida pela mãe no 1º trimestre de gravidez, o feto corre sérios riscos de malformações que podem causar surdez, atraso no crescimento intrauterino, problemas cardíacos e oculares. Há também risco elevado de aborto e parto prematuro. Caso a grávida nunca tenha tido a doença, deve evitar o contato com pessoas infectadas. Se já contraiu, deve realizar exames para detectar a presença do vírus. Se der positivo, deve haver um acompanhamento médico mais rigoroso;
  • Sífilis: Causada por bactérias, pode provocar malformações fetais como surdez, hidrocefalia, anomalias nos dentes e nos ossos, além de aumentar o risco de parto prematuro ou abortamento. Cerca de 40% dos fetos infectados morrem ainda no útero. Mesmo nos recém-nascidos, em 40% dos casos a saúde do bebê é gravemente prejudicada, ao ponto de poder levar ao óbito;
  • Toxoplasmose: A doença é adquirida pelo ingestão de carne mal passada, ovos crus, frutas e vegetais mal lavados e leite não pasteurizado ou fervido, contaminados com o parasita que está presente em fezes de gatos. Há 40% de chance da mãe infectar o bebê, o que pode causar problemas no coração, cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal. A longo prazo, o bebê pode apresentar retardo mental, surdez e cegueira;
  • HIV: O risco de uma mãe portadora do vírus da AIDS infectar o bebê durante a gravidez é de 25%. No entanto, com o uso dos medicamentos antivirais e acompanhamento médico, esse risco cai para 1%;
  • Lúpus: Os auto-anticorpos positivos (anti-Ro e anti-La) podem passar pela placenta e levar a alterações no coração ou na pele do feto, mas isso não quer dizer que o bebê terá a doença. Tanto as lesões na pele como os anticorpos irão desaparecer, mas as lesões no coração são definitivas. Há, no entanto, boas chances dessas crianças virem a desenvolver a doença na idade adulta;
  • HPV: A infecção pelo papilomavírus humano pode ser transmitido ao bebê durante o parto, podendo causar defeitos renais, na parede abdominal e na inserção do cordão umbilical, além de lábio leporino;
  • Hepatite B: A presença do vírus no corpo da grávida representa risco de 50% de transmissão para o feto. A mãe também pode transmitir o vírus da hepatite B ao bebê durante o nascimento. A doença causa inflamação crônica do fígado e favorece partos prematuros;
  • Herpes: Afeta pele, olhos e boca, na maioria dos casos. Se não for devidamente tratado logo na primeira semana, o quadro se agrava, podendo haver comprometimento do cérebro, músculos, fígado e sangue, além de prejudicar a respiração, aumentando o risco de morte.
As doenças que podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a amamentaçãosão:
  • HIV;
  • HTLV-1 e HTLV-2: Vírus da família do HIV. O HTLV-1 está associado a leucemia, paraparesia espástica tropical (doença neurológica) e algumas raras manifestações inflamatórias. É provável que a infecção pelo HTLV-2 não cause doenças;
  • Citomegalovírus: Os bebês ficam imunes à doença com a passagem de anticorpos maternos e a maioria dos casos são benignos, por isso a amamentação não costuma ser contraindicada. No entanto, a amamentação pode ser suspensa temporariamente quando a mãe desenvolve síndrome de mononucleose por citomegalovírus e a criança apresenta fatores de risco para desenvolvimento de formas graves da doença;
  • Vírus Varicella-zoster: Causador da varicela (catapora) e do herpes zoster (reativação da primeira infecção). Mães que precisam de hospitalização devem ser mantidas em isolamento até que todas as lesões tenham se transformado em crostas e a amamentação deve ser evitada;
  • Sarampo: Pacientes com sarampo devem ser mantidos em isolamento até 7 dias depois do início das erupções cutâneas e a amamentação deve ser suspensa nesse período.
Cada uma dessas doenças possui um tratamento específico. Em geral, existem procedimentos básicos que ajudam a preveni-las ou tratá-las em tempo, se forem seguidos corretamente.
O primeiro desses procedimentos é que a mulher consulte um médico ginecologista assim que souber da gravidez e que faça acompanhamento médico até ao 9º mês.
A segunda coisa a fazer é realizar o pré-natal, pois previne determinadas doenças e anomalias na gravidez e ajuda também a reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna.

Fonte: https://medicoresponde.com.br/que-doencas-podem-ser-transmitidas-da-mae-para-o-bebe-durante-a-gravidez-e-amamentacao/


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